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Estudante tem dedo decepado após colegas prensarem sua mão

Caso aconteceu na Escola Estadual Aurora Coelho

Thamirys Andrade - 28/06/2025 13h46 | atualizado em 01/07/2025 17h12

Menina tem parte do dedo amputado por colegas Foto: Arquivo Pessoal

Uma menina de 13 anos teve parte do dedo indicador decepado ao ter a mão prensada em uma porta por colegas da escola. O caso aconteceu na Escola Estadual Aurora Coelho, no bairro Jardim Xangrilá, interior de São Paulo.

Em entrevista ao portal G1 publicada neste sábado (28), a mãe da adolescente explicou que a situação ocorreu na última quinta-feira (26), e desde então a menina está muito abalada psicologicamente.

– A minha filha está traumatizada. Não fala, não come, só olha pra mão e chora (…) Vai ser bem complicada a recuperação, nem tanto física, mas [pelo] psicológico dela – explicou a mãe.

Ela ainda descreveu a dinâmica do ocorrido. Segundo seu relato, a filha estava retornando do banheiro quando foi impedida de entrar na sala de aula por colegas, embora a professora estivesse presente.

– Ela [filha] falou pra mim que foram dois alunos. Uma amiga dela, que é da mesma sala, relatou outra situação: Que foi um aluno somente, e ele estava ciente que o dedo dela estava na porta. E mesmo assim ele foi lá e empurrou a porta. Foi pra machucar mesmo – assinalou.

O diretor da escola acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que levou a menina para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região às 16h30.

– Até então, eu imaginei que seria um corte superficial. Quando eu cheguei na UPA eu vi um pedacinho do dedo dela num potinho, na gaze, e ela com a mão enfaixada. Dali eu já fiquei desesperada, porque minha filha “tava” branca, estava pálida – prosseguiu a mãe.

Após os primeiros atendimentos, a paciente foi levada ao Hospital Regional Leopoldo Bevilacqua, em Pariquera-Açu. Contudo, segundo a mãe, o reimplante do dedo não pôde ser feito porque houve falta de cuidado com o órgão na UPA, e ele acabou sendo contaminado.

A família afirma que já solicitou o acesso às imagens das câmeras de segurança da escola, mas não teve o pedido atendido. Eles disseram que planejam entrar com uma ação cível contra o colégio.

– Eu quero as imagens até para poder esclarecer certinho. Para não prejudicar ninguém, né? Que não esteja relacionado à situação (…) O emocional dela está bem abalado. Ela já falou que não quer voltar para a escola. Então vou ter que procurar outra escola pra ela. Vou ter que entrar com uma ação civil porque ela ficou com uma lesão para o resto da vida – acrescentou.

A Diretoria de Ensino de Registro lamentou e garantiu que está apurando o caso.

– Assim que tomou conhecimento do fato, a gestão da unidade escolar acionou imediatamente a equipe de resgate e os responsáveis legais da estudante, que foi acompanhada por um servidor até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) – afirma a entidade.

O diretor da escola, por sua vez, relatou ter sido informado de que os alunos estavam brincando de abrir e fechar a porta pouco antes do acidente. Ele nega que os estudantes acusados tenham registro de agressividade, mas confirma que a vítima já havia reportado sofrer bullying, sem citar o nome dos responsáveis.

A instituição de ensino ainda não informou quais medidas tomará em relação aos alunos envolvidos.

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