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Escola suspeita de tortura dava remédio para bebês dormirem

Diretora segue foragida

Thamirys Andrade - 24/03/2022 16h15 | atualizado em 24/03/2022 16h43

Escola suspeita de tortura dava remédio para bebês dormirem
Escola de Educação Infantil Colmeia Mágica, em Vila Formosa, São Paulo Foto: Reprodução / Google Street View

Em depoimento à Polícia Civil, professores da Escola de Educação Infantil Colmeia Mágica (SP) apontam que a diretora, Roberta Regina Rossi Serme, orientava as funcionárias a darem dipirona para os alunos dormirem. A escola é investigada por maus-tratos contra as crianças, e Roberta está foragida desde a segunda-feira (21), quando teve prisão preventiva decretada.

Segundo a promotoria, “há relatos de narcotização das crianças para que elas se acalmem, com a ministração de antitérmicos”. As investigações indicam ainda que a diretora mandava colocar lençóis na cabeça dos bebês que choravam constantemente para “abafar o choro e forçá-los as dormir”.

Em relato às autoridades, a mãe de uma das crianças conta que seu filho de 7 meses precisou ser internado no hospital do Tatuapé e passou dois dias recebendo oxigênio. Ele retornou da escola infantil com febre, suor e dificuldades para respirar. De acordo com uma professora, o bebê havia recebido paracetamol.

Castigos ainda mais severos eram aplicados a crianças de mais de 2 anos, que eram forçadas a permanecerem na sala da diretora por horas sem poderem se alimentar ou ir ao banheiro. Há relatos de “graves e intensas punições corporais”.

A escola passou a ser investigada após a divulgação de vídeos que mostram bebês amarrados em “camisas de força” improvisadas com panos, dentro do banheiro. Segundo os depoimentos, as crianças eram trancadas no local para que o choro delas não pudesse ser ouvido da rua.

A instituição deve responder pelos crimes de tortura, maus-tratos, periclitação de vida e submissão a vexame ou constrangimento. A diretora nega as acusações e afirma que as denúncias são “incabíveis, inverídicas e aterrorizantes”.

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