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Erika Hilton aciona Justiça contra Tarcísio após ação da PM na USP

Força policial foi usada para a desocupação da reitoria da universidade

Leiliane Lopes - 11/05/2026 18h46 | atualizado em 12/05/2026 10h49

Erika Hilton e Tarcísio de Freitas Fotos: Bruno Spada / Câmara dos Deputados| Pedro Vilela/Governo Estado SP

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) acionou, neste domingo (10), a Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo contra o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), a Polícia Militar e a Reitoria da USP após a desocupação da reitoria da universidade. A parlamentar criticou a atuação policial durante o protesto de estudantes por melhorias na permanência estudantil.

A ocupação começou no último dia 7 e cobrava medidas como moradia, alimentação e reajuste de auxílios para alunos em vulnerabilidade social. Segundo o Diretório Central dos Estudantes (DCE), houve uso de bombas, gás e agressões durante a retirada dos manifestantes.

A PM afirmou que a operação não deixou feridos. Já a Reitoria da Universidade de São Paulo negou ter sido avisada previamente sobre a ação policial.

Nas redes sociais, Erika Hilton disse que a atuação do poder público foi violenta e classificou a operação como “absurda”.

– É um absurdo que o poder público se recuse a negociar, parta para a violência e que quatro estudantes tenham sido detidos por exercerem seu direito constitucional ao protesto – declarou.

Erika ainda questionou a relação entre a PM e a administração da universidade na condução da ação.

– Se a Polícia Militar decidiu agir por conta própria dentro da USP para calar, com violência, um protesto de estudantes que pedia por negociações com a reitoria, esse fato e os mandantes dessa operação precisam ser urgentemente investigados – afirmou.

Ao final da publicação, a parlamentar defendeu o acesso de estudantes pobres à universidade pública.

– Estudar é um direito. E não podemos aceitar que, quando o pobre finalmente consegue pisar na USP, o aparato de violência estatal decida pisar no pobre – concluiu.

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