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Moto da emissora foi vandalizada e carro de reportagem foi atacado

Paulo Moura - 11/07/2025 10h15 | atualizado em 11/07/2025 14h02

Manifestações em Paraisópolis Fotos: Reprodução/TV Globo // Reprodução/Print das redes sociais

Um protesto na comunidade de Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo, foi marcado pela violência na noite desta quinta-feira (10). A confusão teve lixeiras incendiadas, veículos revirados e vandalizados, e até arrastões contra motoristas que circulavam nas imediações. Em meio ao tumulto, uma equipe de reportagem da TV Band chegou a ser atacada, com um carro e uma moto da emissora sendo danificados.

O caos começou após uma operação da Polícia Militar realizada depois de denúncias sobre a presença de armamento pesado, incluindo fuzis, na região. Segundo a PM, os agentes encontraram uma residência cheia de armas. Durante a ação, houve troca de tiros com criminosos; um deles foi baleado e morreu no local, enquanto outros três foram presos.

Em meio ao ocorrido, manifestantes então começaram a instalar barricadas e atear fogo em avenidas importantes da região. De acordo com o Corpo de Bombeiros, ao menos 20 focos de incêndio foram registrados. Enquanto cobria os desdobramentos no local, uma equipe da Band foi alvo de ataques e um carro da emissora que levava a equipe de reportagem foi danificado.

O repórter Rafael Batalha, que estava no carro danificado, relatou posteriormente no programa Brasil Urgente como aconteceu o ataque ao carro da Band e mostrou os danos no automóvel.

– Deram bastante socos no nosso veículo, tentaram tombar o carro, mas o PC, nosso motorista, conseguiu escapar brilhantemente – contou Batalha ao vivo, visivelmente abalado.

Além do carro, vídeos compartilhados nas redes também mostraram uma moto utilizada pela emissora para transmissão em tempo real – o motolink – sendo destruída por diversos homens.

 

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Horas depois da primeira morte, já por volta das 20h, em meio ao protesto, agentes da polícia foram recebidos a tiros, e um deles chegou a ser baleado. Além disso, um homem de 29 anos foi atingido por um PM e morreu. As mortes em Paraisópolis são investigadas pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

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