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Em MG, pais são indiciados por suspeita de tortura contra bebê

Conclusões do inquérito foram divulgadas nesta quinta-feira

Ana Luiza Menezes - 13/05/2021 17h47 | atualizado em 13/05/2021 18h07

Criança ficou internada no Hospital João XXIII Foto: Reprodução/TV Globo

Em Minas Gerais, os pais de um bebê foram indiciados por suspeita de tortura contra a criança, que tem apenas 11 meses. O caso aconteceu em Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

O crime foi investigado pela Polícia Civil. As conclusões a respeito do inquérito foram divulgadas nesta quinta-feira (13).

O caso começou a ser apurado em março. O delegado Victor Mattos contou que a polícia foi acionada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que pediu investigação por conta de uma denúncia de maus-tratos. As informações são do portal G1.

O inquérito apontou que, quando a criança tinha apenas 1 mês de vida, foi levada para o hospital por conta de uma fratura no fêmur. O conselho tutelar começou a acompanhar a família desde então.

Em uma visita dos conselheiros, a neném estava com febre e teve que ser encaminhada para atendimento médico, por estar com quadro de saúde grave. Ela acabou sendo transferida para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte (MG).

O delegado relatou que a garotinha ficou internada por cerca de um mês e passou mais de uma semana na UTI, com risco de vida.

– Concluímos que os pais dessa criança, de 21 e 22 anos, estavam efetivamente torturando-a. Então, não eram casos de puras agressões. Era um caso de verdadeira tortura. O fato de você ter 16 costelas quebradas em períodos distintos mostra que isso não era um acidente, como foi a versão narrada pelos pais. Seria um acidente; a criança teria caído. Na verdade, essas versões dos pais são fantasiosas. Elas foram combatidas pelos elementos produzidos no inquérito, inclusive elementos objetivos a partir da perícia médica. O perito diz expressamente que essas lesões foram causadas por meio de um trauma de alto impacto – disse ele.

O pai da bebê é auxiliar de pedreiro. Ele foi indiciado pelo crime de tortura-castigo, qualificado por ter gerado lesão de natureza grave. Já a mãe é dona de casa e vai responder pelo crime de tortura por omissão.

Mattos informou ainda que o casal não tinha passagens pela polícia. Porém, a polícia verificou que o homem faz uso de drogas.

Há 4 meses, a criança foi retirada do convívio dos pais. Ela foi enviada para uma instituição de acolhimento.

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