Em desespero, mãe de corretora morta quebra objetos em prédio
Nilse Alves Pontes demonstrou revolta após receber notícia da morte da filha
Paulo Moura - 28/01/2026 14h48 | atualizado em 28/01/2026 16h01

A confirmação da morte da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, desencadeou um momento de revolta e desespero na mãe da vítima, Nilse Alves Pontes, na manhã desta quarta-feira (28), em Caldas Novas, no sul de Goiás. Depois de mais de um mês de buscas e incertezas, Nilse foi informada de que o corpo da filha havia sido localizado e de que o principal envolvido no crime estava preso.
Ao receber a notícia, Nilse entrou em estado de choque. Tomada pelo desespero, ela acabou quebrando vasos de plantas no hall de entrada do condomínio Ametista Tower, onde Daiane foi vista com vida pela última vez.
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O episódio ocorreu pouco tempo após a prisão do síndico do edifício, Cleber Rosa de Oliveira, que confessou à Polícia Civil ter cometido o homicídio e levou os investigadores até a área de mata onde abandonou o corpo da corretora, que fica à beira da rodovia GO-213. O filho do síndico, Maykon Douglas de Oliveira, também foi detido, suspeito de ter participado do crime.
Daiane estava desaparecida desde 17 de dezembro de 2025. Naquele dia, ela desceu até o subsolo do prédio para averiguar uma queda de energia em seu apartamento e não foi mais vista. À polícia, Cleber afirmou que agiu sozinho e que o crime ocorreu após uma discussão intensa com a corretora. Ele relatou que deixou o condomínio dirigindo sua própria picape, com o corpo da vítima na carroceria.
Imagens de câmeras de segurança já em posse da polícia mostram o síndico saindo do prédio por volta das 20h daquele dia, o que contradiz o primeiro depoimento prestado por ele, no qual havia afirmado que não saiu do local naquela noite.
As investigações apontam que Cleber e Daiane mantinham uma relação marcada por conflitos anteriores ao crime. Segundo o Ministério Público de Goiás (MPGO), os desentendimentos começaram em novembro de 2024, quando a corretora teria alugado um apartamento no prédio para duas famílias de turistas. Ao todo, nove pessoas se hospedaram no imóvel, número superior ao permitido pelo condomínio.
De acordo com o MPGO, entre fevereiro e novembro de 2025, Cleber teria praticado uma série de atos contra a corretora, incluindo monitoramento constante e interferências em sua vida profissional e pessoal, afetando sua liberdade e privacidade.
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