Ecko tentou tirar a arma de uma policial e levou 2º tiro
Miliciano morreu neste sábado
Pleno.News - 12/06/2021 17h07

O miliciano Wellington da Silva Braga, o Ecko, tentou pegar a arma de um policial, mesmo após ter sido baleado e rendido. Após essa tentativa de fuga, ele acabou levando um segundo tiro e chegou sem vida ao Hospital Miguel Couto, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
De acordo com o subsecretário de inteligência, Thiago Neves, a reação do miliciano aconteceu dentro da van da polícia no trajeto até o helicóptero que o levaria ao hospital.
– Ecko foi alvejado com dois tiros. Quando ele tentou fugir pelos fundos [da casa], ele foi alvejado com um tiro. Durante o trajeto da van para o helicóptero, ele tentou tirar a arma de uma policial feminina, e foi efetuado o segundo disparo. É importante ressaltar que a ação foi rápida, o socorro foi bem rápido – explicou Neves ao portal G1.
Ecko, morreu após ser baleado durante uma operação da Polícia Civil para capturá-lo, na manhã deste sábado (12). Chefe da Liga da Justiça, maior milícia do estado do Rio, Ecko estava na casa de parentes na comunidade das Três Pontes, no bairro de Paciência, na Zona Oeste do Rio. A região era um de seus redutos.
O miliciano foi encontrado após quase seis meses de investigação. A inteligência da polícia apurou que a visita de Ecko à família, neste dia 12 de junho, seria a ocasião ideal para efetuar a prisão, na articulação que foi batizada de Operação Dia dos Namorados.
O plano de captura recebeu aval do delegado Rodrigo Oliveira ainda no fim da quinta-feira (10).
QUEM É ECKO
Wellington da Silva Braga, de 34 anos, era chefe da quadrilha que domina grande parte da Zona Oeste do Rio e alguns pontos da Baixada Fluminense. A Liga da Justiça explora diversas atividades em favelas, como o monopólio da venda de gás de cozinha e água, além do fornecimento de serviços de internet e sinal pirata de TV. O grupo também costuma cobrar a chamada “taxa de segurança” de moradores e pequenos comerciantes.
A milícia ainda explora o transporte alternativo de vans, kombis e mototáxis nas regiões de domínio, além de atuar no contrabando de produtos como cigarro e bebida. Para dar ‘legalidade’ ao negócio, a quadrilha usava empresas, como farmácias, para lavar o dinheiro.
A extensa ficha criminal de Ecko inclui homicídio, formação de quadrilha e extorsão, entre outros delitos.
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