Dr. William Douglas acredita que fala de promotora foi misândrica
Desembargador focou na fala em que a representante do MP-RJ celebra a ausência de homens na mesa
Leiliane Lopes - 08/07/2026 19h50 | atualizado em 09/07/2026 11h58

Nesta quarta-feira (8), o desembargador federal, jurista, professor e colunista do Pleno.News William Douglas comentou a atuação da promotora de Justiça Elayne Rodrigues durante a abertura do Fórum Permanente de Conselheiros e Ex-Conselheiros Tutelares, realizado na última sexta-feira (3), em Duque de Caxias (RJ).
Em publicação nas redes sociais, Douglas afirmou que a representante do Ministério Público confundiu os conceitos de Estado laico e Estado laicista.
A manifestação da promotora ocorreu após uma apresentação infantil intitulada O Abraço de Deus. Na ocasião, Elayne afirmou que havia sido “assolapada por uma oração evangélica”, declarou que a fé é “um direito privado que não deve ser estendido a outras pessoas em um evento público” e disse ter se sentido ofendida com a referência a Deus.
Na avaliação de William Douglas, além da discussão sobre liberdade religiosa, a fala da promotora também teve caráter misândrico.
– Além de confundir Estado laico com Estado laicista, a sra. dra. promotora também foi, a meu ver, misândrica. Uma coisa é comemorar haver mulheres — e eu também comemoro isso —, outra é comemorar não haver homens – afirmou.
O magistrado também defendeu que o Ministério Público reavalie sua atuação em temas relacionados à liberdade religiosa e ao princípio do Estado laico.
E continuou:
– O MP e o MPF precisam fazer uma séria reflexão sobre o tema liberdade religiosa, Estado laico etc. – declarou.
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