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Dom e Bruno: PF-AM transferirá suspeitos para Manaus

Colômbia foi preso em Tabatinga por uso de documento falso. Amarildo, Jeferson e Oseney estão em Atalaia do Norte

Gabriel Mansur - 09/07/2022 19h45 | atualizado em 11/07/2022 13h14

Dom Phillips e Bruno Pereira foram mortos no Amazonas Foto: Estadão Conteúdo/Wilton Junior

Os suspeitos pelos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Philips serão transferidos para Manaus. A informação foi confirmada pela Polícia Federal do Amazonas neste sábado (9).

Amarildo da Costa de Oliveira, conhecido como Pelado, já saiu de Atalaia do Norte, cidade onde Bruno e Dom foram mortos, na manhã deste sábado. Jeferson da Silva Lima, o Pelado da Dinha, e Oseney da Costa de Oliveira, o Dos Santos, irmão de Amarildo, seguem custodiados na delegacia da cidade.

Já Colômbia está preso em Tabatinga, cidade vizinha a Atalaia do Norte, desde quinta-feira (7), por uso de documento falso. Em depoimento à PF, ele negou ser o mandante das mortes do indigenista e do jornalista e qualquer envolvimento no caso. A Polícia Federal investiga se o homem chefia a pesca ilegal na região da Terra Indígena Vale do Javari.

A Justiça Federal já decretou a prisão preventiva dos quatro – Amarildo, Jeferson, Oseney e Colômbia, na sexta (8). Com isso, eles responderão aos processos presos.

PRISÃO DE COLÔMBIA
A PF prendeu o peruano Rubens Villar Coelho, conhecido como Colômbia, nesta quinta. Uma das linhas de investigação aponta que Colômbia estaria incomodado com a atuação de Bruno Pereira, que chegou a apreender barcos e peixes que pertenciam à quadrilha.

O lucro da pesca ilegal de pirarucus e tracajás seria apenas um meio de lavar o dinheiro do narcotráfico.

Rubens Villar Coelho teria ainda ligação direta com os dois irmãos presos pela PF: Pelado e Dos Santos. Um tio de Pelado, que é líder comunitário, também é apontado como “funcionário” de Colômbia.

A PF explicou que, no momento, as investigações ocorrem em conjunto com o processo de reprodução simulada dos fatos, no qual os peritos remontam toda a dinâmica do crime para checar se as informações batem com os depoimentos e as provas materiais coletadas.

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