Leia também:
X Lula escolhe Cid Gomes para disputar vaga ao Senado no Ceará

Diarista perguntou à perita se ela já matou galinha, diz delegado

Mulher, de 30 anos, confessou ter matado casal de idosos em Belo Horizonte

Pleno.News - 14/07/2026 20h40 | atualizado em 15/07/2026 13h46

Paola Cirino confessou ter matado Cláudio Atala Inácio e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio Fotos: Reprodução

Nesta terça-feira (14), o delegado João Prata, chefe da Divisão Operacional do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), afirmou que a diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, demonstrou frieza durante a reconstituição do latrocínio em que matou o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa, Maria Clotilde Atala Inácio, de 76, em Belo Horizonte.

Segundo o delegado, um dos momentos que mais chamou a atenção da equipe ocorreu quando uma perita perguntou como a suspeita teria desferido os golpes nas vítimas. Nesse momento, Paola respondeu com uma pergunta sobre matar uma galinha.

– Uma das coisas que nos chocou durante a reconstituição foi quando ela foi indagada pela perita sobre como teria desferido os golpes e perguntou para a perita se ela já tinha matado uma galinha.

De acordo com João Prata, durante toda a reprodução dos fatos, a investigada respondeu perguntas sobre seus deslocamentos, lembrou da rotina daquele dia e mostrou tranquilidade diante da equipe. Ainda segundo o delegado, a suspeita demonstrou preocupação com o cabelo e as unhas durante a reconstituição.

– Ela estava preocupada com o cabelo, preocupada com as unhas.

O delegado afirmou que Paola lembrava de diversos detalhes sobre o que fez após deixar o apartamento e dos objetos que retirou da residência. No entanto, segundo ele, passou a dizer que não se recordava da sequência dos assassinatos quando foi questionada sobre as mortes.

– Ela narra todos os fatos, lembra de tudo nitidamente. Mas, no que tange a quem foi a primeira vítima, porque atacou e qual a sequência cronológica, ela começa a dar uma de desentendida.

A Polícia Civil informou que as diferentes versões apresentadas pela suspeita reforçam o entendimento de que ela tinha consciência dos atos. A corporação também concluiu que Paola agiu sozinha e descartou a participação de outras pessoas no crime.

O delegado comentou ainda o pedido da defesa para que a diarista seja submetida a exame de sanidade mental. Apesar de a decisão caber à Justiça e à perícia especializada, ele disse considerar a investigada plenamente responsável por seus atos.

– Não tenho sombra de dúvidas que ela era plenamente imputável. Inclusive, durante o ataque, entrou em luta corporal com as vítimas.

Leia também1 Lula escolhe Cid Gomes para disputar vaga ao Senado no Ceará
2 Flávio agradece à OAB após ofício sobre visitas a Jair Bolsonaro
3 Flávio escolhe Portinho como candidato do PL ao Senado no RJ
4 Daniel Alves diz que foi mais feliz na prisão do que no futebol
5 Bruna, neta de Carlos Alberto de Nóbrega, chora na 1ª radioterapia

Siga-nos nas nossas redes!
WhatsApp
Entre e receba as notícias do dia
Entrar no Canal
Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo
O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.