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Desaparecidos em Belford Roxo: Crianças morreram após tortura

Crime teria ocorrido em meio a um "corretivo" em razão de um suposto furto de passarinhos

Paulo Moura - 09/12/2021 14h11 | atualizado em 09/12/2021 15h02

Meninos que desapareceram em Belford Roxo Foto: Arquivo Pessoal

A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou, nesta quinta-feira (9), que os três meninos desaparecidos em Belford Roxo, em dezembro do ano passado, morreram em decorrência de agressões praticadas por traficantes contra os garotos. De acordo com as investigações, os criminosos mataram os garotos em meio a um “corretivo”, em razão de um suposto furto de passarinhos.

– Eles foram torturados. Em um momento, um dos meninos falece, pelo excesso de agressão ou uma pancada mal dada – afirmou Uriel Alcântara, delegado da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).

Lucas Matheus, de 9 anos, Alexandre Silva, de 11, e Fernando Henrique, de 12, desapareceram há um ano e desde então a polícia tentava elucidar o que teria ocorrido com os meninos. Em setembro deste ano, a Polícia Civil confirmou que os três foram mortos por traficantes. Os corpos dos meninos até hoje não foram encontrados.

Nesta quinta, o delegado responsável pelo caso ainda afirmou que, após a morte de um dos meninos em decorrência das agressões, os criminosos decidiram matar os outros dois na tentativa de ocultar o crime. Cinco traficantes foram identificados por suspeita de envolvimento nas mortes.

O delegado ainda relatou que uma traficante, identificada como Tia Paula, foi a responsável pela ocultação dos corpos. A mulher, por sua vez, foi morta no tribunal do tráfico. A comunidade do Castelar, base dos criminosos que mataram as crianças, é dominada pelo Comando Vermelho.

– Quando eles [criminosos] viram três crianças mortas, chamam a Tia Paula para levar os corpos para fora da comunidade, e ela manda outra pessoa levar o corpo para um rio do município de Belford Roxo – completou o delegado.

Nesta quinta, a polícia realizou uma operação para cumprir 56 mandados contra suspeitos de serem traficantes da quadrilha apontada como responsável pelo desaparecimento e pela morte das crianças. Até a publicação da matéria, 33 pessoas já haviam sido presas, 15 delas inclusive já estavam detidas no sistema carcerário.

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