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Deputado acha tenda vazia no lugar de hospital de R$ 60 mi

Hospital de campanha de Casimiro de Abreu só tinha "carcaça"

Gabriela Doria - 14/05/2020 18h03 | atualizado em 14/05/2020 22h15

Deputado estadual Filippe Poubel fiscalizou o Hospital de Campanha de Casimiro de Abreu Foto: Reprodução

O deputado estadual Filippe Poubel (PSL-RJ), denunciou um suposto desvio de dinheiro público no Hospital Estadual de Campanha de Casemiro de Abreu, em Barra de São João, no interior do Rio de Janeiro.

No vídeo, ele mostra que a estrutura erguida para receber pacientes com Covid-19, que custou R$ 60 milhões aos cofres do estado, é na verdade uma grande tenda vazia.

– Está claro porque não querem que eu entre. Não tem nada aqui. É um circo montado, não tem um aparelho, um equipamento, uma cama. Governador, o senhor é uma vergonha para o estado e para as pessoas que votaram em você. Você está lesando o erário e roubando a população – acusou o parlamentar.

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Fiscalizei o Hospital Estadual de Campanha em Casemiro de Abreu (Barra de São João) – Mais um caso de polícia. . Tentaram impedir mais uma vez a minha fiscalização, assista até o final e entenda o que o Governo Witzel esconde da população. . . A verdade por de trás dessas tendas de R$ 60 milhões!!!

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As imagens também mostram que, antes de adentrar no suposto hospital, Poubel precisou acionar a Polícia Militar. Representantes do Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas), organização social responsável por sete hospitais de campanha no Rio, não permitiram a entrada do parlamentar. O custo total dos contratos é de R$ 850 milhões.

– A Iabas não mandou representante, eu sou um órgão fiscalizador, nada pode me impedir de entrar. Então eu vou ser obrigado a chamar uma viatura, vamos entrar nesse transtorno. Vou tirar uma viatura de circulação que poderia estar prendendo vagabundo para autorizar minha entrada – argumentou Poubel com um homem que o impedia de entrar.

Após entrar no local, o deputado é seguido por representantes da obra. Poubel questiona sobre prazos para terminar a estrutura, para a chegada de equipamentos e para o recebimento de pacientes. Nenhum dos responsáveis soube responder.

– Sabe o que me entristece? É que amanhã, seu pai, sua mãe, sua família, vão precisar de um hospital desse e não vão ter. Aí morrem e sabe quem você vai culpar? Os políticos que não fazem nada. Quando se rouba dinheiro de hospitais, se roubam vidas – declarou.

Além do Hospital de Campanha de Casimiro de Abreu, a Iabas é responsável por gerir os hospitais de campanha do Maracanã, de Duque de Caxias, de São Gonçalo, de Campos dos Goytacazes, de Nova Friburgo e de Nova Iguaçu.

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