Delegada troca de posto e deixa caso Anderson do Carmo

Bárbara Lomba passará a chefiar o Departamento de Polícia na Rocinha

Camille Dornelles - 22/01/2020 12h06

A delegada Bárbara Lomba, da Delegacia de Homicídios de Niterói, deixará o cargo Foto: Agência Brasil/Tânia Rêgo

A delegada Bárbara Lomba, responsável pelas investigações sobre o assassinato do pastor Anderson do Carmo, deixará o caso. Ela é titular da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI), mas sairá da delegacia para assumir o comando da 11ª DP (Rocinha), na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Com isso, não conduzirá mais as buscas. O delegado Allan Duarte Lacerda, ex-chefe da 127ª Delegacia de Polícia, irá substitui-la. Bárbara Lomba foi responsável por indiciar os dois filhos da deputada que seguem presos pelo crime, Flávio dos Santos e Lucas dos Santos.

Ela também conduziu a reconstituição do crime. O pastor Anderson do Carmo era marido da deputada federal Flordelis (PSD-RJ). Ele faleceu após ser baleado diversas vezes dentro da garagem da residência.

RELEMBRE
O pastor Anderson do Carmo foi assassinado na madrugada do dia 16 de junho, na garagem de casa, em Pendotiba, Niterói (RJ). O laudo mostrou 30 perfurações pelo corpo, a maior parte nas costas, peito e região da virilha. Anderson era casado há 25 anos com Flordelis, pastora e deputada federal pelo Rio de Janeiro. Sempre ao lado da esposa, ele atuava como secretário-geral do PSD no Estado.

Dois filhos da pastora estão presos preventivamente, Lucas dos Santos, de 18 anos, e Flávio dos Santos Rodrigues, de 38 anos. O mais velho assumiu ter efetuado seis tiros. Lucas teria ajudado comprando a arma, mas não estaria em casa no momento dos disparos. Os agentes ainda estão investigando os pontos contraditórios.

Um terceiro filho teria afirmado, em depoimento, que não ouviu discussão, barulho de carro ou moto em fuga. Que quando chegou na cena do crime encontrou o irmão Flávio próximo ao pai, caído. Ele garantiu ainda que o celular de Anderson, que está sumido, foi entregue a Flordelis.

Ainda em depoimento, o filho disse que o pastor já recebeu uma mensagem com ameaça de morte e uma das irmãs ofereceu R$ 10 mil a Lucas para que cometesse o crime. Flordelis e três filhas já teriam colocado remédios na comida de Anderson, por isso, sua saúde estava debilitada.

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