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Defesa: PM atirou em Leandro Lo após ser cercado por lutadores

Advogado também pediu laudo do corpo. Campeão mundial de jiu-jítsu morreu após ser baleado na cabeça por Henrique Velozo

Gabriel Mansur - 15/08/2022 16h00 | atualizado em 15/08/2022 16h21

PM Henrique Velozo Foto: Reprodução/Redes Sociais

Apontado como autor do disparo na cabeça que matou o campeão mundial de jiu-jítsu Leandro Lo durante um show de pagode no último sábado (7), no clube Sírio, em São Paulo, o tenente da polícia militar Henrique Velozo, que está detido no presídio militar Romão Gomes, teria agido por “legítima defesa” após ter sido cercado por seis lutadores e amigos da vítima. Essa é a versão contada pela defesa do agente ao G1.

O advogado Claudio Dalledone ainda solicitou junto à Polícia Civil para que sejam realizados exames complementares por meio do sangue colhido do corpo do lutador. A petição foi endereçada ao delegado do 16º Distrito Policial de São Paulo.

– Requer ainda, seja realizado exame complementar de alcoolemia da vítima e no que se refere ao exame toxicólogo já determinado por Vossa Senhoria, requer seja especificada a pesquisa laboratorial para anfetaminas, codeínas, metanfetaminas, ecstasy, EPO (doping sanguíneo), heroína, morfina, cocaína, crack, hGH (hormônios de crescimento), S1 (anabolizantes) e S6 (estimulantes) – diz um trecho da petição.

Velozo se entregou à Corregedoria da Polícia Militar e responde na Justiça por homicídio doloso por motivo fútil.

– Vamos indicar assistentes técnicos que acompanharão as análises periciais e apresentarão quesitos técnicos a serem respondidos pelo Instituto de Criminalística e Instituto Médico Legal. Tudo deve ser apurado e cada um responderá por suas responsabilidades – completou Dalledone.

Já o advogado da família de Leandro, Ivan Siqueira Junior, ressalta que o lutador teve uma discussão com o policial e, para acalmar a situação, imobilizou o homem. Após se afastar, o agressor sacou uma arma, atirou uma vez na cabeça do lutador e deu dois chutes em Leandro antes de fugir.

Após o assassinato, o agente ainda foi a outra boate em Moema, também na Zona Sul de São Paulo, onde permaneceu por quase duas horas e gastou quase R$ 1,6 mil. De lá, saiu acompanhado de uma mulher, identificado por um delegado como garota de programa, e seguiu para um motel. No local, chegaram por volta das 5h40 de domingo (7) e só saíram às 16h26.

Em nota, o advogado de defesa afirma que as imagens precisam ser anexadas aos autos para que se possa fazer uma análise e, se necessário, até solicitar uma perícia.

– A defesa não vai permitir que se criem conclusões precipitadas, pré-julgamentos. É preciso ter cautela para que haja um julgamento justo – ressaltou Claudio Dalledone.

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