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Defensoria: Caso Juliana pode ser levado a cortes internacionais

DPU pediu investigação da PF para apurar se houve negligência

Thamirys Andrade - 01/07/2025 17h08 | atualizado em 01/07/2025 17h48

Juliana Marins Foto: Arquivo Pessoal

A Defensoria Pública da União (DPU) solicitou à Polícia Federal (PF) que investigue o caso Juliana Marins, a fim de apurar se houve negligência por parte do governo da Indonésia no caso da jovem, que morreu após cair de um penhasco na trilha do Monte Rinjani. Caso fique constatado que há culpa por parte das autoridades indonésias, a situação poderá ser levada a instâncias internacionais, como a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), em Washington, Estados Unidos.

A informação partiu da defensora regional dos Direitos Humanos da Defensoria Pública da União (DPU) Taísa Bittencourt. De acordo com ela, os desdobramentos serão definidos a partir da segunda autópsia que será feita no corpo de Juliana, desta vez no Brasil.

– A gente aguarda o laudo [feito pelas autoridades indonésias] e após a chegada dele vamos definir quais serão os desdobramentos. Essa segunda autópsia é uma vontade da família da Juliana. Mas eles ainda não apontaram o que querem seguir. Vamos apoiar a família de acordo com o resultado do laudo e no que eles decidirem – garantiu.

Taísa descreveu como “fundamental” a realização de uma nova autópsia, a fim de esclarecer as causas da morte “dentro do ordenamento brasileiro”. A primeira foi conduzida na Indonésia, e a conclusão é de que a vítima foi a óbito em decorrência de trauma contundente, com danos a órgãos internos e hemorragia.

De acordo com o perito forense Ida Bagus Alit, que conduziu a análise, o corpo apresentava fraturas no tórax, ombro, coluna e coxa, além de diversos arranhões e escoriações. As fraturas, de acordo com Alit, causaram danos aos órgãos internos e sangramento.

Ainda segundo o legista, as lesões encontradas no corpo de Juliana indicam que a morte dela teria acontecido pouco tempo após ela sofrer os ferimentos, aproximadamente 20 minutos depois de um trauma. O médico também descartou a possibilidade de hipotermia, já que não foram encontrados sinais típicos, como lesões nas extremidades do corpo.

Não foi informado, porém, em qual dia a jovem de fato morreu. Ela sofreu a primeira queda no sábado do dia 21 de junho, mas enquanto aguardava resgate nos dias seguintes, seguiu caindo uma série de vezes para dentro do abismo. Juliana só foi encontrada na terça-feira do dia 24, já sem vida. O caso gerou comoção tanto no Brasil quanto na Indonésia. Nas redes sociais, brasileiros e a própria família de Juliana criticaram o que consideraram ser negligência no resgate.

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