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Crivella: “Prefeitura falhou ao não se antecipar à chuva”

De acordo com o prefeito, equipes da Comlurb demoraram a sair para desobstruir vias

Henrique Gimenes - 09/04/2019 15h50 | atualizado em 09/04/2019 18h13

Prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella Foto: Agência Brasil/Tomaz Silva

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, disse, nesta terça-feira (9), que sua administração falhou em evitar os alagamentos por causa das fortes chuvas que atingiram a cidade nesta segunda-feira (8). De acordo com ele, as equipes da Comlurb, que deveriam desobstruir a rede pluvial, demoraram a sair e acabaram ficando presas no trânsito.

– Tínhamos combinado que, em momentos assim, deixaríamos equipamentos e equipe da Comlurb nos locais em que achávamos que haveria mais chuva. Nisso nós falhamos. Atrasamos. Quando fomos, por volta das 15h, 16h, o engarrafamento já estava se formando e atrasamos. Teremos que ir de manhã na próxima chuva – ressaltou.

A Defesa Civil emitiu um aviso sobre as chuvas por volta de 14h.

TEMPORAL
O temporal que atingiu o Rio de Janeiro na noite desta segunda-feira (8) deixou pelo menos sete mortos.

Duas vítimas, que eram irmãs, foram soterradas após um deslizamento de terra no Morro da Babilônia, no Leme.

Na Gávea, foi encontrado o corpo de um homem debaixo de um carro. De acordo com testemunhas, ele caiu da moto, foi arrastado pela água e morreu afogado.

A quarta vítima foi confirmada no início da tarde desta terça-feira. Um homem foi eletrocutado durante a noite enquanto ajudava familiares a retirarem móveis da água. Leandro Ramos Pereira, de 40 anos, chegou a ser socorrido, mas não resistiu. Ele era morador de Santa Cruz, Zona Oeste.

A polícia encontrou, também na tarde desta terça, três corpos que estavam dentro de um táxi soterrado. Ainda não há confirmação, mas pode se tratar da idosa Lucia Neves, que estava com a neta Julia Neves Aché, de 7 anos, e do motorista do carro. As duas saíram de um shopping na Zona Sul carioca na noite desta segunda e seguem desaparecidas.

A cidade do Rio entrou em estágio de crise às 20h55 desta segunda. Em quatro horas, choveu mais do que nos dias 6 e 7 de fevereiro, quando seis pessoas morreram em consequência da forte chuva.

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