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Coqueluche: SP soma mais de 20 casos; risco é maior para bebês

Infecção respiratória causada pela bactéria Bordetella Pertussis

Pleno.News - 06/05/2024 16h45 | atualizado em 06/05/2024 17h05

SP contabiliza mais de 20 casos de coqueluche; risco é maior para bebês (Imagem ilustrativa) Foto: Pixabay

No estado de São Paulo, foram confirmados 27 casos de coqueluche nos primeiros meses deste ano. Não houve registro de óbitos até o momento, segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE). As informações são da TV Cultura.

No ano de 2023, foram 53 casos e nenhuma morte.

O pediatra infectologista Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e presidente do departamento de imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), diss que o cenário atual não é alarmante.

– Esse aumento está longe dos números que vivenciamos no passado. Claro que qualquer doença preocupa, mas estamos longe de ter um cenário muito diferente. Na verdade não é um aumento expressivo, estamos apenas “recuperando” as taxas. Provavelmente, estamos a caminho de taxas muito semelhantes às dos últimos anos – comentou.

Kfouri falou ainda que a infecção respiratória causada pela bactéria Bordetella Pertussis apresenta um caráter de ondas.

– Acaba que em um certo tempo, os infectados, que não ganham uma imunidade definitiva, voltam a se infectar de cinco a dez anos, então é normal que com o passar desse período surja uma onda esperada de coqueluche. A última foi em 2014, com muitos casos e altas taxas de transmissão.

A doença, no entanto, tem vítimas relevantes como crianças que estão no primeiro semestre de vida e ainda não completaram o esquema vacinal inicial.

– Quando se olham os óbitos, 80% a 90% deles está no primeiro ano de vida, e metade no primeiro semestre de vida. Essa é a grande preocupação quando se tem essas ondas. Quando o adulto e o adolescente pegam a coqueluche acabam apenas apresentando uma tosse comprida, que dificilmente evolui para a forma grave – explicou Kfouri.

Em pessoas mais velhas, o sintoma pode se apresentar como uma sinusite, resfriado ou uma tosse que não vai embora. Entre os pequenos, a coqueluche pode evoluir para uma insuficiência respiratória.

O tratamento é feito com o uso de antibióticos, que podem ser encontrados com facilidade e devem ser prescritos por um médico.

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