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Comitê do Rio adia decisão sobre carnaval na Sapucaí

Grupo de cientistas diz ser necessário analisar impactos da Ômicron

Pierre Borges - 13/01/2022 11h27 | atualizado em 13/01/2022 11h39

Metade das arquibancadas para o Carnaval do Rio já foi vendida
Desfile no sambódromo da Marquês de Sapucaí Foto: Reprodução / TV Globo

O Comitê Científico de Enfrentamento à Covid-19 da Prefeitura do Rio de Janeiro decidiu nesta quarta-feira (12) adiar a decisão sobre a realização dos desfiles das escolas de samba na Marquês de Sapucaí. O planejamento de retorno às aulas presenciais na rede municipal de ensino, porém, deve ser mantido.

Uma nova reunião deverá ser feita no dia 24 de janeiro, data em que os especialistas pretendem dar um parecer definitivo sobre o tema.

Ao jornal O Globo, um dos membros do comitê, o médico pediatra e sanitarista Daniel Becker, disse que é necessário aguardar os próximos efeitos da variante Ômicron na cidade para evitar decisões precipitadas.

– A situação da Ômicron é explosiva. Não está havendo ainda um aumento de casos graves, um aumento nas hospitalizações significativo. Estamos começando agora a ver isso. A tendência é que, nas próximas semanas, esses indicadores tenham algum aumento, porque as ondas de hospitalizações e mortes vêm depois da onda de casos. Mas não há como tomar uma decisão sobre carnaval neste momento – explicou Becker.

Em 22 de dezembro, o Comitê havia liberado a realização do carnaval. A reunião desta quarta-feira poderia manter ou não o parecer anterior. Embora o comitê não tenha poder real direto sobre as decisões da prefeitura, o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, já indicou que irá seguir a recomendação do grupo.

Na última semana, o prefeito Eduardo Paes anunciou que o carnaval de rua seria cancelado, mas os desfiles seriam mantidos.

Sobre a volta às aulas presenciais, também será necessário analisar o impacto da Ômicron para tomar uma decisão definitiva, mas, a princípio, o retorno está mantido.

Becker também disse que a vacinação infantil não é uma condição para a abertura das escolas, mas uma “camada de proteção a mais”.

– A vacinação é uma camada de proteção a mais, mas de forma alguma será determinante. As crianças não estão mais protegidas fora da escola do que dentro. A escola vai refletir a transmissão do vírus na comunidade; não vai aumentar. A tendência é vacinar o mais rápido possível, mas fortalecer os protocolos escolares, [com] professores usando máscaras de boa qualidade; reforçar a necessidade da ventilação e da higiene… Mas não há, hoje, motivos nem para o ensino híbrido e muito menos para o remoto – afirmou.

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