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12 cidades do litoral ignoram Doria e recebem turistas

Governador determinou que cidades voltassem à fase vermelha de restrições, mas nem todas aderiram

Pleno.News - 27/12/2020 10h10 | atualizado em 28/12/2020 12h32

Praia de Maresias, em São Sebastião Foto: Prefeitura Municipal de São Sebastião/Elton Ramos

Prefeituras de 12 cidades do litoral de São Paulo decidiram não cumprir a determinação do governo estadual, que colocou temporariamente todos os municípios do estado na fase vermelha do Plano São Paulo, para conter o avanço da contaminação por coronavírus. O fim de semana começou com grande movimentação turística e praias cheias. As cidades dizem ter reforçado a fiscalização dos protocolos.

Entre as cidades que vão manter a fase amarela estão os nove municípios da Baixada Santista (Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos, São Vicente), Caraguatatuba, Ubatuba e São Sebastião, no litoral Norte. Além dessas, Mogi das Cruzes e Cotia, na Grande São Paulo, e Bauru, no interior, também decidiram não restringir as medidas contra a Covid-19.

A orientação do governo era que a fase vermelha vigorasse entre 25 e 27 de dezembro e entre 1º e 3 de janeiro. A gestão João Doria (PSDB) disse, na oportunidade, que esperava dos municípios respeito à orientação dada e que dialogaria e notificaria as cidades que não seguissem as determinações.

– O feriado está bom; o pessoal está na praia. A pandemia deu uma segurada, mas a galera quer curtir. Acho que os turistas estão descendo antes dos dias 31 de dezembro e 1 de janeiro, já que vai haver restrição. Notei que, para [o] feriado de Natal, a circulação de pessoas está maior. Tem muita gente procurando fazer atividade física – disse o proprietário da Escola de Surfe e Stand-Up Paddle, Neno Matos, que trabalha na Praia das Astúrias, no Guarujá.

O prefeito de Caraguatatuba criticou a mudança “em cima da hora”.

– A decisão do estado foi muito em cima da hora. A maioria dos comerciantes já tinha feito estoques e contratado mão de obra extra para o período. Se seguíssemos o decreto, iríamos causar prejuízos e desemprego. Estamos atentos. Se for preciso, adotaremos medidas restritivas – disse o prefeito Aguilar Junior (MDB).

Para o presidente do Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes da Baixada Santista e Vale do Ribeira, Heitor Gonzalez, a falta de comunicação durante a mudança de região para a fase amarela prejudicou os comerciantes.

– Aconteceram muitos erros de comunicação por parte de algumas cidades do litoral, o que causou uma grande confusão no mercado. Não ficou claro o que podia e o que não podia. Primeiro, não podia alugar imóveis. As reservas dos hotéis que haviam sido feitas estavam mantidas, mas novas não podiam ser realizadas. Depois não podia botar mesa e cadeira na praia; depois, podia. É um dos piores feriados de Natal dos últimos anos. Hoje estamos trabalhando com 45% da capacidade – explicou o presidente.

*Estadão

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