Ciclista morto no Rio levou 63 pauladas, aponta a perícia
Vítima faleceu em decorrência de traumatismo craniano, hemorragia interna e lesões no rim e baço
Kleber Pizão e Paulo Moura - 24/08/2026 15h30 | atualizado em 24/08/2026 17h01

A investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro apontou que Cláudio Rafael Landeiro sofreu 63 pauladas no período de nove minutos. Ele morreu após um ataque ocorrido em Copacabana, Zona Sul da cidade, no último dia 12 de agosto. Os agressores teriam sido informados de que ele usava uma bicicleta roubada, que, na realidade, era de sua irmã.
A perícia analisou a sequência de imagens das câmeras de segurança desde a primeira abordagem, em frente a um estabelecimento na Rua Barata Ribeiro, até o espancamento que ocorreu na Rua Felipe de Oliveira, no mesmo bairro.
O homem de 37 anos chegou a ser levado ao Hospital Miguel Couto, na Gávea, mas faleceu em decorrência de hemorragia interna, traumatismo craniano e lesões no baço e no rim esquerdo. Ele foi espancado por dois seguranças de um estabelecimento e por uma dupla de entregadores.
Novas imagens obtidas pela polícia mostram uma quinta pessoa participando das agressões em outro momento. Os investigadores ainda não conseguiram identificar essa pessoa. Um dos agressores chegou a voltar ao local do crime para verificar se havia câmeras de segurança.
Os quatro homens que participaram diretamente das agressões estão presos preventivamente. Os seguranças de rua foram identificados como Davi Santos Machado, de 21 anos, e Jorge Luiz Ricardo Dias, de 56 anos. Já os entregadores de aplicativo são Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva. O caso é investigado pela 12ª DP (Copacabana).
RELEMBRE O CASO
Cláudio havia saído de casa para andar de bicicleta quando foi abordado na Rua Barata Ribeiro, em Copacabana, pelo segurança de rua Davi Santos Machado, de 21 anos. Ele perguntou se a bicicleta pertencia à vítima. Cláudio respondeu que não. De fato, o veículo era da irmã dele.
Segundo a investigação, Davi passou a suspeitar que a bicicleta tivesse sido furtada e chamou dois entregadores que passavam pelo local. Outro segurança, Jorge Luiz Ricardo Dias, retirou o veículo de Cláudio à força. A vítima tentou recuperar a bicicleta, foi agredida e correu. Mais tarde, sentou-se em frente a um prédio na Rua Felipe Oliveira, onde voltou a ser cercada.
Davi e os dois entregadores passaram então a espancá-lo. O ataque durou quase nove minutos, e as imagens mostram Cláudio sem reagir enquanto era atingido pelos homens. Depois das agressões, ele permaneceu agonizando por aproximadamente meia hora na calçada. Bombeiros foram acionados e levaram a vítima para um hospital, mas Cláudio não resistiu.
Em razão do ocorrido, os seguranças Davi e Jorge, além dos entregadores Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva foram indiciados por homicídio triplamente qualificado. As qualificadoras incluídas foram meio cruel, motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima.
Leia também1 29 estados dos EUA processam a Meta por viciar jovens
2 Anvisa e Roche cancelam registro de Elevidys para doença rara
3 Trump anuncia tarifas de 50% sobre veículos e aço do Canadá
4 Flávio afirma à Justiça que vídeo sobre Lulinha e INSS é uma sátira
5 Participação de Tarcísio no Roda Viva é cancelada



















