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Caso Ryan: Polícia Civil conclui legítima defesa de PMs

Investigação conclui que disparo que atingiu a criança teria ricocheteado

Pleno.News - 05/02/2026 11h20 | atualizado em 05/02/2026 15h01

Investigação aponta confronto com suspeitos e conclui que disparo que atingiu a criança teria ricocheteado Foto: Reprodução/YouTube

Relatório elaborado pela Polícia Civil de São Paulo aponta que os policiais militares que atiraram e mataram o menino Ryan da Silva Andrade Santos, de 4 anos, em Santos, agiram em legítima defesa. O caso ocorreu em novembro de 2024, no Morro São Bento, durante uma incursão policial contra o tráfico de drogas na região. Conforme a polícia, houve um confronto com criminosos.

À época, o episódio gerou comoção entre os moradores da região. O caso foi investigado pela Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Santos, sob segredo de Justiça, e também dentro da própria PM, por meio de um Inquérito Policial Militar (IPM).

De acordo com as investigações, os policiais militares apuravam uma denúncia de tráfico de drogas quando entraram em confronto armado com um grupo de suspeitos. Um deles, Gregory Ribeiro Vasconcelos, menor de idade e apontado como um dos responsáveis por atirar contra os agentes, foi baleado e morreu. Outro suspeito, também adolescente, foi atingido e apreendido em flagrante.

Durante a troca de tiros, um dos disparos atingiu o menino Ryan. Um laudo já indicava que o garoto foi morto por uma bala calibre 12, que teria partido de uma arma usada por um policial militar.

As investigações apontaram que houve uma troca de tiros “em sentidos opostos” e que Ryan foi atingido por um projétil disparado a cerca de 70 metros de distância, que possivelmente sofreu desvio.

Na conclusão do inquérito, conduzido pelo delegado Thiago Nemi Bonametti, a Polícia Civil afirmou que ficou comprovada a existência de confronto entre policiais e criminosos, que resultou na morte de Gregory. Em relação a Ryan, a investigação destacou que a “hipótese mais provável” é de que a bala tenha ricocheteado em alguma superfície antes de atingi-lo.

Segundo a Polícia Civil, os resultados dos laudos indicam “a impossibilidade de que esse desfecho fosse previsível para os policiais militares que efetuavam disparos em legítima defesa”.

– A apuração revelou que o local em que a vítima foi atingida ficava a vários metros do ponto do confronto, em posição geograficamente mais elevada – diz o relatório.

– O projétil apresentava abaulamento e chegou com energia final reduzida, não transfixando o corpo da criança, o que reforça a hipótese de ricochete ocorrido mais abaixo, próximo ao local do confronto – aponta o documento.

O laudo necroscópico do Instituto Médico Legal (IML) concluiu que a morte de Ryan ocorreu em decorrência de anemia aguda provocada por hemorragia interna traumática, causada por “lesão transfixante no fígado”. O documento aponta ainda que o projétil teve trajetória de baixo para cima, “sugerindo ricochete”.

Laudo pericial complementar indicou a presença de “marcas de atritamento” no projétil, o que, segundo a polícia, reforça a hipótese de que ele tenha ricocheteado em uma superfície dura antes de atingir a vítima.

*AE

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