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Caso Miguel: “Senti a criança indo embora”, diz funcionário

Tomaz Silva, gerente de operações do edifício Pier Maurício de Nassau, prestou depoimento nesta sexta

Ana Luiza Menezes - 12/06/2020 17h44

Miguel morreu após cair do nono andar de um prédio no Recife Foto: Reprodução

Nesta sexta-feira (12), Tomaz Silva, gerente de operações do edifício Pier Maurício de Nassau, foi até a delegacia de Santo Amaro, no Centro do Recife, para depor sobre a morte do menino Miguel, de 5 anos, que caiu do 9º andar do edifício. As informações são do portal G1.

– Foi uma cena muito triste, muito chocante – falou.

Tomaz disse acreditar que uma criança consegue chegar e pular ao local de onde Miguel caiu: uma área dos condensadores de aparelhos de ar-condicionado.

– Eu digo que qualquer um que queira entrar ali e pular, vai entrar e pular. Porque, na hora de entrar para fazer uma limpeza, um adulto entra ali para fazer. […] A criança era muito ativa. Eu tenho filhos, netos, e acho que a criança teria, sim, condições de entrar ali. De repente, aconteceu essa fatalidade – declarou.

Em seu depoimento, Tomaz falou ainda sobre Sari Corte Real, esposa de Sérgio Hacker (PSB), prefeito de Tamandaré. Ela é acusada de homicídio culposo pela morte de Miguel, que ficou em seu apartamento enquanto a mãe dele, Mirtes Renata, levou o cachorro da família Corte Real para passear. Imagens de uma câmera do edifício mostraram que Sari deixou a criança sozinha no elevador.

– Eu achei dona Sari uma pessoa muito tranquila. Na hora de prestar o socorro, ela que se ofereceu. Depois que eu prestei os primeiros socorros, um médico chegou e disse ‘socorre a criança, que ela não está reagindo’ e ela [Sari] disse ‘socorre no meu carro’ – contou o funcionário do edifício.

Ele lembrou ainda os últimos momentos tentando salvar o garoto.

– A terceira pessoa a chegar para fazer a massagem fui eu. Infelizmente, senti a criança indo embora. Eu fiquei segurando a mão dele, dizendo que a gente ainda ia jogar muito futebol. Com mais ou menos um minuto, dois, ele começou enfraquecer – contou.

O gerente de operações explicou que Miguel já tido com a mãe para o trabalho outras vezes.

– De vez em quando ele ia ali no apartamento, segundo zeladores, porteiros que trabalham lá. Eles disseram que ele ia lá quase que sempre com a mãe – relatou.

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