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Ex-vereador deve acompanhar depoimentos de modo virtual

Pierre Borges - 23/09/2021 17h32 | atualizado em 23/09/2021 17h36

Ex-vereador foi preso em abril por torturar e matar enteado Foto: Agência O Globo/Guito Moreto

O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como “doutor Jairinho”, não irá comparecer ao tribunal para o primeiro julgamento do caso Henry Borel. Jairo está preso desde o dia 8 de abril, acusado de torturar e matar filho da namorada, Monique Medeiros, com o consentimento dela. Monique também está presa.

A juíza Elizabeth Machado Louro aceitou um pedido da defesa do ex-vereador, solicitando que ele acompanhasse os depoimentos das testemunhas de acusação por videoconferência, de dentro do presídio onde se encontra, o Pedrolino Werling de Oliveira, conhecido como Bangu 8. A decisão foi assinada na quarta-feira (22).

Após a morte de Henry Borel, de 4 anos, e a prisão do casal, surgiram diversos relatos de outras outras mulheres com as quais Jairo se relacionou envolvendo agressão de crianças. O ex-vereador responde oficialmente a mais dois casos de violência contra filhos de duas ex-namoradas.

A ex-mulher de Jairo, a advogada Ana Carolina Ferreira Netto, com quem ele tem dois filhos, relatou ter sido agredida pelo ex-companheiro enquanto fazia as malas para a lua de mel, mas pediu para não ser ouvida na audiência. Antes de ser preso, Jairo enviou uma mensagem à sua irmã pedindo que ela “cuide da Ana”. A pedido da juíza, o Ministério Público deverá opinar sobre o pedido da testemunha.

RELEMBRE O CASO
No dia 8 de março deste ano, o menino Henry Borel chegou sem vida ao Hospital Barra D’Or, na Zona Oeste do Rio. Jairo e Monique alegaram que a criança havia sofrido uma queda no quarto. No entanto, um laudo do Instituto Médico-Legal (IML) identificou 23 lesões típicas de agressão no corpo da criança.

O julgamento do casal terá início no dia 6 de outubro na Justiça carioca e terá o veredito de um júri popular.

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