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Caso Henry: Defesa de Monique acusa MP de agir com machismo

Advogado protesta contra tese de trazer à tona o comportamento financeiro da mãe de Henry

Paulo Moura - 10/10/2021 14h03 | atualizado em 11/10/2021 12h39

Monique Medeiros ao ser presa Foto: Agência O Globo/Brenno Carvalho

A defesa de Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, acusa o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) de agir com machismo, ao usar a tese de que ela via “vantagem financeira” no namoro com o ex-vereador Dr. Jairinho e que, por isso, teria acobertado as agressões contra o menino de 4 anos, morto no dia 8 de março.

De acordo com a tese do MP, o ex-vereador teria agredido e matado o enteado por sadismo. Na primeira audiência do caso, na última quarta-feira (6), as perguntas da promotoria a Leniel Borel, pai do menino, foram no sentido de expor como era a relação de Monique com dinheiro antes mesmo de conhecer Jairinho.

Ao portal UOL, o promotor Fábio Vieira, responsável pelo caso, destacou que a avaliação da defesa de Monique não corresponde à verdade, pois, segundo ele, a análise do MP não é embasada em “machismo ou feminismo”, mas no comportamento da mãe de Henry.

– Poderia ser um homem. A questão não é machismo ou feminismo, é comportamental. É para mostrar que ela tinha o comportamento de ver mais o lado dela e deixava o filho à margem de cuidados básicos por conta de status – declarou o promotor.

Porém, para Thiago Minagé, advogado de Monique, a tese de trazer à tona o comportamento financeiro de Monique não tem relevância para o caso e, segundo ele, esse tipo de condução feita pelo Ministério Público é machista.

– Não existe isso. Por ela ser uma mulher com curso superior e independente, não pode viver um relacionamento abusivo? Todas as mulheres estão sujeitas a isso – questiona Minagé.

Durante o depoimento de Leniel, que participa na condição de assistente da acusação, o promotor remontou a vida financeira do casal. O pai de Henry explicitou que ele era o “provedor” da casa e que o salário de Monique, à época em torno de R$ 4 mil, era destinado a ela “fazer cabelos e unhas”, em fala que Minagé também vê como machismo.

– Ela trabalhava para se sustentar, não para fazer somente cabelos e unhas, isso não é relevante – ressalta.

Presos desde abril, Dr. Jairinho e Monique respondem criminalmente por homicídio triplamente qualificado. O casal rompeu em meio às investigações adotando cada um uma equipe de defesa. Durante as 14 de horas da primeira audiência, Jairinho não foi visto pelo público. Já Monique esteve diante da plateia.

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