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Pleno.News - 11/06/2026 20h51 | atualizado em 12/06/2026 14h55

Monique Medeiros Foto: Brunno Dantas/TJRJ

A advogada Florence Rosa anunciou, nesta quinta-feira (11), que deixou a defesa de Monique Medeiros, condenada por omissão na tortura de Henry Borel e beneficiada com perdão judicial pelo homicídio culposo. A saída ocorre no momento em que o caso entra na fase de recursos contra a sentença definida pelo Tribunal do Júri.

Em publicação nas redes sociais, Florence explicou que sua atuação estava restrita ao julgamento em plenário. Segundo ela, a chegada de um novo advogado para conduzir a etapa recursal levou ao encerramento de sua participação no processo.

– Com a chegada de um novo colega à defesa, e, diante de uma legítima incompatibilidade de estratégias defensivas, decidimos, em comum acordo, encerrarmos a nossa atuação no caso – escreveu Florence Rosa, que participou dos 11 dias de julgamento.

A advogada afirmou ainda que estava disposta a continuar no caso após o júri, mas ressaltou a importância de haver alinhamento na estratégia da defesa.

– A divergência quanto à condução técnica é circunstância natural do exercício da advocacia, e a coerência estratégica é pressuposto da plenitude de defesa – dizia a nota.

O julgamento terminou com a condenação do ex-vereador Jairinho a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo. Já Monique recebeu perdão judicial pelo homicídio culposo.

Os jurados, porém, reconheceram que ela foi omissa diante das agressões sofridas pelo filho. A pena fixada foi de um ano e quatro meses de detenção, mas acabou extinta após a concessão do perdão judicial.

O caso segue em disputa na Justiça. O Ministério Público recorreu da decisão e pede a anulação da parte do julgamento relacionada a Monique. O promotor Fábio Vieira argumenta que houve contradição na formulação de um dos quesitos apresentados aos jurados, o que pode ter influenciado o resultado. As informações são do O Globo.

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