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Caso Gustavo: Pai tentou simular afogamento após morte do filho

Criança foi achada morta com sinais de tortura

Monique Mello - 07/08/2026 15h53 | atualizado em 07/08/2026 17h28

Criança foi achada morta, e pai foi preso Fotos: Reprodução/Arquivo Pessoal

O pai do menino Gustavo Veloso Feitosa, de apenas 3 anos, tentou simular afogamento após morte do filho, em Palmas (TO), na última segunda-feira (3). O advogado Igor Gustavo Veloso de Souza, de 33 anos, e a companheira dele, Kathellen Moreira, de 23 anos, foram presos e vão responder por homicídio duplamente qualificado e tortura.

Durante coletiva de imprensa, a polícia informou que o boletim de ocorrência registrou inicialmente o afogamento como causa da morte, mas as provas reunidas até agora são incompatíveis com essa versão. Exames periciais apontam que a criança sofreu agressões severas antes de morrer.

A madrasta, Kathleen Moreira, também é investigada por suspeita de omissão, já que os investigadores consideram improvável que ela não tivesse conhecimento das agressões praticadas contra o menino dentro da residência.

A mãe de Gustavo afirmou estar arrependida de não ter denunciado as ameaças feitas pelo ex-companheiro. Áudios mostram que o pai intimidava a ex-mulher. Apesar disso, ela precisava cumprir a decisão judicial que garantia ao homem o direito de visitar o filho.

Os laudos periciais identificaram hemorragia interna, lesões na face e lacerações intestinais, reforçando a suspeita de que a criança foi vítima de violência extrema antes de morrer. Os exames também motivaram a apuração de uma possível violência sexual, hipótese que segue sendo investigada pelas autoridades.

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