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Caso Genivaldo: PF pede mais 30 dias para concluir o inquérito

Genivaldo de Jesus Santos morreu por asfixia após ser colocado em viatura da PRF no dia 25 de maio

Pleno.News - 21/06/2022 13h39 | atualizado em 21/06/2022 14h47

Homem asfixiado foi abordado pela PRF por estar sem capacete Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução das Redes Sociais

A Polícia Federal em Sergipe pediu, nesta terça-feira (21), ao Ministério Público Federal mais 30 dias para finalizar o inquérito sobre a morte de Genivaldo de Jesus Santos, asfixiado após o porta-malas de uma viatura da Polícia Rodoviária Federal ser transformado em “câmara de gás”, no dia 25 de maio.

Os investigadores apontaram que o pedido de prorrogação está ligado à necessidade de aguardar “a apresentação de laudos periciais requisitados, indispensáveis para a finalização do procedimento investigatório”. Tratam-se das perícias do Instituto Médico Legal em Sergipe do Instituto de Criminalística da Diretoria Técnico-Científica da PF.

No âmbito das apurações, a Polícia Federal já ouviu cerca de 30 pessoas, entre elas os familiares de Genivaldo, testemunhas da abordagem e ainda os policiais rodoviários federais envolvidos na ocorrência. Três agentes chegaram a se apresentar à PF em Sergipe logo após o ocorrido em Umbaúba.

Em comunicação de ocorrência policial, agentes envolvidos na abordagem que culminou na morte de Genivaldo classificaram o falecimento do homem de 38 anos como uma “fatalidade desvinculada da ação policial legítima”. Os PRFs narraram que foi empregado “legitimamente o uso diferenciado da força” no caso, registrando que foram usados gás de pimenta e gás lacrimogêneo para “conter” Genivaldo.

Dias após a morte de Genivaldo, peritos do Instituto Nacional de Criminalística da PF foram até o interior de Sergipe para examinar a viatura da Polícia Rodoviária Federal na qual a vítima foi trancada. A corporação ainda isolou um trecho da BR-101 em Umbaúba para captação de imagens aéreas e terrestres.

No âmbito da PRF, foi aberto um processo disciplinar para investigar a conduta dos agentes envolvidos. Ambos os procedimentos são acompanhados pelo Ministério Público Federal. O procurador Flávio Pereira da Costa Matias, coordenador de Controle Externo da Atividade Policial na Procuradoria da República em Sergipe, abriu um procedimento no qual requisitou informações às Polícias Civil, Rodoviária Federal e Federal sobre o caso.

*AE

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