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Casal de evangélicos e os 3 filhos desaparecem misteriosamente

Família mora em comunidade carioca e não dá notícias desde o último dia 8, Dia dos Pais

Gabriela Doria - 12/08/2021 15h25 | atualizado em 20/08/2021 16h30

Família evangélica desaparecida Foto: Reprodução

Um jovem casal evangélico e os três filhos pequenos desapareceram de uma comunidade carioca, sem deixar vestígios. Israel Pereira Torres, de 35 anos, Adriana Araújo Torres, de 36, e os filhos Davi, de 5, Kalel, de 3, e Lavínia, de 1 ano e meio, estão sumidos desde o último domingo (8), Dia dos Pais.

A Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) investiga o caso.

Parentes, amigos e vizinhos da família, que mora em Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio, estão desesperados com a falta de notícias. Ainda na manhã de domingo, Israel, que é porteiro de um prédio, havia combinado de ir à casa do irmão, Antônio Torres, para um almoço de Dia dos Pais. Mas nem Israel, nem sua família compareceu à reunião.

As chamadas para os celulares do casal eram direcionadas para a caixa postal, já na noite de segunda-feira (9). A última visualização no WhatsApp foi na segunda pela manhã.

– A segunda de manhã foi a última vez que eles mexeram no celular. Por volta das 7h40. A última conversa foi da mãe de Adriana com a filha. A mãe diz que mandou uma mensagem para o Israel, mas ele não respondeu. E aí a Adriana responde em um áudio, dizendo: “mãe, você deve ter mandado para o número errado”. A mãe pergunta se ele está bem, ela diz que sim. Nosso desespero é que a gente não faz ideia do que pode ter acontecido – disse Antônio em entrevista ao jornal O Dia.

Um colega de trabalho foi quem entrou em contato com Antônio para ter notícias de Israel, que havia faltado ao expediente. As crianças também não compareceram à escola.

– Um colega de trabalho entrou em contato, informando que ele não tinha ido trabalhar. E ele não costuma faltar ou atrasar. Está nesse trabalho há mais de dez anos. Estavam querendo saber dele, o procurando. Segunda-feira, por volta das 23h, minha irmã entrou em contato com os telefones, e os números já estavam desligados – afirmou.

Israel e a família são evangélicos e tidos como “reservados”, o que causa ainda mais estranhamento a pessoas próximas.

– Todos são evangélicos. Não bebiam, não fumavam, não deviam a ninguém. Todos eram muito reservados e ficaram ainda mais nos últimos meses, por conta da pandemia – relatou.

Antônio e a irmã Jeane já buscaram informações em hospitais e também na vizinhança, mas não há novidades. A polícia também não tem registro de entrada em hospitais nem no Instituto Médico-Legal.

Nascido no Ceará, Israel veio para o Rio de Janeiro ainda bebê, e, por este motivo, a família descarta a possibilidade de uma viagem repentina para encontrar algum parente fora do estado.

Na terça (10), Antônio conseguiu entrar na casa do irmão, em busca de algum indicativo do que possa ter ocorrido. Ele notou que tudo estava no mesmo lugar.

– Só não achamos a bolsa de roupas da bebê nem a documentação das crianças. Também não localizamos os celulares. Mas estava tudo aparentemente normal: as roupas estavam ainda molhadas no varal, os copos na mesa, as frutas na cozinha – relatou o irmão.

As últimas imagens registradas por câmeras são da manhã de domingo, quando Israel deixa o edifício onde trabalha.

Os irmãos do porteiro devem retornar com o proprietário à casa da família, para tentar encontrar possíveis evidências do paradeiro da família.

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