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Bacabal: Lapsos de memória de Kauan dificultam reconstituição

Criança encontrada não consegue indicar com clareza caminho e tempo percorridos

Thamirys Andrade - 20/01/2026 09h32 | atualizado em 21/01/2026 18h18

Anderson Kauan Foto: Arquivo Pessoal

Os relatos fragmentados de Anderson Kauan, de 8 anos, têm dificultado que as autoridades compreendam a dinâmica do desaparecimento dos primos Ágatha Isabelly, de 6, e Allan Michael, de 4. De acordo com a Polícia Civil do Maranhão (PCMA), o menino apresenta falhas de memória e não consegue indicar com clareza nem o caminho percorrido pela mata, nem quanto tempo permaneceu perdido com as outras crianças.

– Há momentos em que ele não consegue dizer onde estava e nem estimar com precisão o tempo que passou em cada lugar – disse o delegado Ederson Martins.

Anderson foi localizado três dias depois do desaparecimento, no último dia 7, caminhando sozinho em meio à vegetação. Em depoimento, contou que ele e os primos saíram de casa para procurar um pé de maracujá. No trajeto, chegaram a ser advertidos por um tio, que pediu que voltassem. Para evitar serem vistos, decidiram pegar um desvio, mas acabaram se perdendo.

A principal hipótese é de que as três crianças tenham permanecido juntas por pelo menos duas noites. Durante esse período, elas teriam se abrigado em um local conhecido na região como “casa caída” , uma cabana abandonada dentro da mata.

No terceiro dia, ainda conforme o depoimento, Anderson resolveu seguir sozinho, pois queria encontrar a saída. Já os dois primos mais novos estariam exaustos e preferiram parar.

Anderson foi encontrado no dia 7 de janeiro por um carroceiro, em uma área de matagal a cerca de 4 quilômetros do ponto onde as crianças haviam desaparecido. Ele estava sem roupas e bastante debilitado. Na ocasião, chegou a dizer que os primos estavam “mais à frente”, mas, até agora, eles não foram localizados.

As buscas seguem em seu 17° dia com mais de 500 pessoas atuando na operação. As operações de buscas pelas duas crianças ganharam reforço da Marinha e do side scan sonar, equipamento especializado em localização subaquáticas em águas turvas ou profundas por meio de ondas sonares.

Há ainda a participação do Exército Brasileiro, do Corpo de Bombeiros, de policiais, agentes do ICMBio e voluntários. As ações ocorrem por meios fluviais e aéreos, após as operações terrestres se mostrarem infrutíferas.

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