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Atual governador do RJ é citado em esquema de desvios na Saúde

Presidente da Alerj, que é do PT, também estaria envolvido

Gabriela Doria - 26/09/2020 15h26 | atualizado em 26/09/2020 15h50

Governador em exercício Claudio Castro Foto: Reprodução/Carlos Magno

O ex-secretário estadual de Saúde do Rio de Janeiro, Edmar Santos, citou o governador em exercício Claudio Castro em sua delação premiada. Castro foi implicado no esquema de propina de desvio de recursos emergenciais da Saúde no combate à pandemia do novo coronavírus no estado.

A delação de Edmar Santos foi responsável pelo afastamento do governador Wilson Witzel, que agora enfrenta um processo de impeachment na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Além de Castro, Edmar Santos citou também o nome do presidente da Alerj, o deputado André Ceciliano (PT). Segundo o ex-secretário, Castro e Ceciliano se reuniram no gabinete do petista para tratar de um esquema de propina envolvendo cerca de R$ 100 milhões doados pelo Legislativo às prefeituras para o combate à pandemia.

A apropriação criminosa do dinheiro aconteceria através da transferência dos valores para as prefeituras do interior. As prefeituras beneficiadas seriam aquelas que estariam sob influência de alguns deputados da Alerj.

Além de Castro e Ceciliano, o esquema beneficiaria o ex-secretário estadual da Casa Civil André Moura (PSC), que hoje é lotado no escritório de representação do Rio de Janeiro em Brasília.

CAMINHO DA PROPINA
De acordo com Edmar Santos, o dinheiro saía da Alerj para a conta da Secretaria Estadual de Saúde. De lá, era repassado a municípios indicados por parlamentares, incluindo o próprio presidente da Câmara estadual.

De acordo com o jornal O Globo, que teve acesso à delação do ex-secretário, 87 prefeituras receberam a doação do Legislativo. A média das transferências era de R$ 1 milhão, que deveriam ser empregados na construção de centros de triagem para pacientes com Covid-19.

Edmar contou que parte desse montante retornava em dinheiro em espécie para os políticos envolvidos. O ex-secretário diz que obteve esta informação de Ceciliano.

CITADOS NEGAM
O governador em exercício afirmou, por meio de sua assessoria, que desconhece os fatos narrados por Edmar.

O presidente da Alerj, André Ceciliano, disse que as declarações do ex-secretário são “mentirosas”. Segundo ele, “a cada momento, novas e contraditórias versões da delação do réu confesso Edmar são noticiadas, na tentativa desesperada de reduzir sua pena”.

O petista disse ainda que nunca se reuniu com Edmar Santos para tratar de assuntos que não fossem do interesse do estado e que os repasses feitos pela Alerj tinham “o único objetivo de ajudar os municípios no enfrentamento à pandemia da Covid-19”.

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