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Assassino narra instantes finais de Dom e Bruno antes da morte

Amarildo da Costa Oliveira, o Pelado, voltou ao local do crime

Monique Mello - 20/06/2022 12h52 | atualizado em 20/06/2022 14h17

Amarildo da Costa Oliveira, o Pelado, volta ao local onde teria cometido os crimes Foto: Reprodução/Record TV

O pescador Amarildo da Costa Oliveira, conhecido como Pelado, revelou à Polícia Federal (PF) detalhes sobre os últimos momentos do jornalista Dom Phillips e do indigenista Bruno Araújo Pereira antes de serem assassinados.

O pescador, que é assassino confesso, narrou a perseguição à lancha que transportava as vítimas, de acordo com uma reportagem do programa Domingo Espetacular, exibido pela TV Record na noite deste domingo (19). Segundo o relato, a perseguição durou cerca de cinco minutos. Jeferson da Silva Lima, o Pelado da Dinha, teria disparado contra Bruno, que revidou também com tiros.

Mesmo atirando de volta, o indigenista perdeu o controle da embarcação, por ter sido atingido. Com isso, a lancha entrou na mata, nas margens do Rio Itaquaí, facilitando para Pelado e Jeferson, que entraram no veículo e executaram Bruno e Dom.

Em seguida, os suspeitos teriam retirado os pertences pessoais das vítimas do barco em que estavam e o afundaram. A dupla transportou os dois corpos em uma canoa por duas horas. Depois de desembarcarem, andaram por mais 15 minutos na floresta até o ponto em que atearam fogo nos corpos.

No dia seguinte, não satisfeitos com a forma de ocultação, os pescadores retornaram e esquartejaram os corpos, enterrando-os em seguida num buraco escavado.

IDENTIFICAÇÃO DOS CORPOS
O exame médico-legal feito pela perícia da Polícia Federal (PF) confirmou as mortes de Dom Phillips e de Bruno Pereira e apontou que ambos morreram baleados. De acordo com o laudo, os assassinos dispararam quatro vezes contra as vítimas, sendo três delas em Bruno. Os crimes ocorreram no Vale do Javari.

Em nota, o Comitê de Crise coordenado pela PF detalhou que Dom sofreu “traumatismo toracoabdominal por disparo de arma de fogo com munição típica de caça, com múltiplos balins, ocasionando lesões principalmente sediadas na região abdominal e torácica (1 tiro)”.

Já Bruno Pereira sofreu “traumatismo toracoabdominal e craniano por disparos de arma de fogo com munição típica de caça, com múltiplos balins, que ocasionaram lesões sediadas no tórax/abdômen (2 tiros) e face/crânio (1 tiro)”.

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