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Arma usada para matar pastor Anderson custou R$ 8 mil

Pistola teria sido comprada por Lucas dos Santos, de 18 anos, filho adotivo do casal

Gabriela Doria - 24/06/2019 07h27 | atualizado em 24/06/2019 12h22

Câmera de segurança filmou Flávio horas após o crime Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro afirmou que a arma usada para matar o pastor Anderson do Carmo, marido da deputada federal Flordelis (PSD-RJ) foi comprada por R$ 8 mil. De acordo com as apurações, Lucas dos Santos, de 18 anos, um dos filhos adotivos do casal, teria comprado a pistola dois dias antes do crime.

Segundo a investigação, Lucas teria pago R$ 3 mil pela arma e o irmão Flávio, que confessou ter atirado em Anderson, arcou com os outros R$ 5 mil.

Lucas nega que tenha comprado a pistola. Ele afirmou que apenas indicou o local para obter a arma. Ele também disse que não sabia para que ela seria usada.

PRISÃO TEMPORÁRIA
Lucas e Flávio dos Santos estão presos provisoriamente por 30 dias, acusados de homicídio qualificado. Flávio, apontado como executor de Anderson, é filho biológico de Flordelis e foi preso logo após o enterro do pastor. Lucas foi preso na casa dos pais adotivos, local onde aconteceu o crime.

Investigadores agora querem saber se Flávio, que admitiu ter dado seis tiros em Anderson, foi o único a atirar no pastor. De acordo com o laudo do Instituto Médico-Legal, Anderson do Carmo tinha 30 perfurações pelo corpo, mas ainda não possível dizer quantos tiros o atingiram.

O CASO
O pastor Anderson do Carmo foi assassinado na madrugada de domingo (16) na garagem de casa, em Pendotiba, Niterói (RJ). O laudo mostrou 30 perfurações pelo corpo, a maior parte nas costas, peito e região da virilha. Anderson era casado há 25 anos com Flordelis, pastora e deputada federal pelo Rio de Janeiro. Sempre ao lado da esposa, ele atuava como secretário-geral do PSD no Estado.

Dois filhos da pastora estão presos preventivamente, Lucas dos Santos, de 18 anos, e Flávio dos Santos Rodrigues, de 38 anos. O mais velho assumiu ter efetuado seis tiros. Lucas teria ajudado comprando a arma, mas não estaria em casa no momento dos disparos. Os agentes ainda estão investigando os pontos contraditórios.

Um terceiro filho teria afirmado, em depoimento, que não ouviu discussão, barulho de carro ou moto em fuga. Que quando chegou na cena do crime encontrou o irmão Flávio próximo ao pai, caído. Ele garantiu ainda que o celular de Anderson, que está sumido, foi entregue a Flordelis.

Ainda em depoimento, o filho disse que o pastor já recebeu uma mensagem com ameaça de morte e uma das irmãs ofereceu R$ 10 mil a Lucas para que cometesse o crime. Flordelis e três filhas já teriam colocado remédios na comida de Anderson, por isso, sua saúde estava debilitada.

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