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Arma não disparou sozinha em tiro que matou jovem

Jovem foi morta dentro de condomínio de luxo em Cuiabá e suspeitas iniciais eram de tiro acidental

Paulo Moura - 12/08/2020 09h34

Isabele Guimarães morreu após levar um tiro na cabeça Foto: Reprodução

Os laudos de balística e do local da morte da adolescente Isabele Guimarães Ramos, de 14 anos, vítima de um disparo de pistola 380 quando visitava uma colega em um condomínio em Cuiabá, indicaram que o disparo da arma não aconteceu de forma acidental e ocorreu a curta distância, o que diverge do que foi declarado pela adolescente que estava junto com Isabele.

Segundo o Termo de Declaração da colega de Isabele, baseado em declaração tomada no dia 14 de julho, dois dias após o crime, a arma teria disparado após cair acidentalmente da caixa em que estava guardada.

Já os documentos periciais elaborados por peritos da Politec (Perícia Oficial e Identificação Técnica) e entregues na terça-feira (11) ao delegado Wagner Bassi, titular da Delegacia Especializada do Adolescente, que investiga o caso, fizeram a polícia mudar a versão inicial de acidente e indicar que “todas as circunstâncias envolvendo o crime são objeto de apuração”.

Isabele morreu dentro de um dos banheiros da casa do empresário Marcelo Martins Cestari, após ser atingida por um tiro que entrou na narina e saiu pelo crânio, na noite de 12 de julho. Uma das filhas do empresário, uma adolescente de 14 anos, é investigada como autora do tiro que matou a garota.

Segundo as análises periciais, a arma que disparou contra Isabele teve o gatilho acionado e, “no ato do disparo, o agente agressor posicionou-se frontalmente em relação à vítima, sustentou a arma a uma altura de 1,44 m do piso”, revelou o documento.

Nos laudos entregues na terça, os peritos responderam tecnicamente aos questionamentos feitos pela polícia sobre o caso. A primeira pergunta foi se “a arma de fogo questionada pode produzir tiro acidental?”. A resposta dos peritos foi “não”.

– Nas circunstâncias alegadas somente se mostrou capaz de realizar disparo e produzir tiro estando carregada, engatilhada, destravada e mediante o acionamento do gatilho – explica o documento.

Os peritos detalharam que realizaram cinco simulações para concluir o laudo, e a arma disparou apenas quando estava engatilhada e destravada, pressionando o gatilho. A série de simulações ocorreu para averiguar a descrição feita no Termo de Declaração. Segundo a oitiva, a adolescente investigada relatou que a arma disparou quando a caixa em que ela estava guardada caiu no chão.

O advogado Ulisses Rabaneda, responsável por fazer a defesa da suspeita de atirar contra Isabele e do empresário Marcelo Martins Cestari, disse que o laudo da Politec “em nenhum momento afirmou que o disparo da arma de fogo tenha decorrido de conduta intencional” e que o documento definiu, “com base em literatura sobre o tema, que o conceito de disparo acidental é aquele que decorre da deflagração de projétil sem acionamento do gatilho”.

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