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Após pai matar filho com faca, polícia atesta legítima defesa

Homem gravou um vídeo pedindo perdão pelo ocorrido

Pierre Borges - 25/11/2021 13h15 | atualizado em 25/11/2021 13h52

Wilson Alves Motim e filho Weberson Corrêa
Wilson Alves Motim e filho Weberson Corrêa Fotos: Reprodução/YouTube // Arquivo Pessoal

No último sábado (20), um homem de 58 anos matou o próprio filho, de 28 anos, a facadas durante uma briga. Após o ocorrido, o homem gravou um vídeo se desculpando pelo que fez e se entregou à polícia, mas foi liberado por ter agido em legítima defesa. O caso ocorreu na Serra, na Grande Vitória, no Espírito Santo.

De acordo com a o delegado Rodrigo Sandi Mori, o crime ocorreu principalmente devido à falta de diálogo dentro de casa e à ingestão de bebida alcoólica. Segundo a polícia, Weberson Corrêa estava na casa de um amigo de seu pai, Wilson Alves Motim, onde eles passaram o dia bebendo cerveja e cachaça.

Após saírem do local, enquanto estavam se dirigindo para a casa de Wilson, Weberson teria jogado um copo de cerveja num carro que passava, o que provocou uma briga entre ele e os dois ocupantes do veículo. Já dentro da casa do pai, Weberson discutiu com a esposa e começou a agredi-la fisicamente.

Durante a confusão, o enteado de seis anos entrou na frente para defender a mãe. Na briga, Weberson deu um tapa e uma cotovelada na cabeça da criança além de um tapa no pescoço da esposa.

– Foi nesse momento que o pai interveio e disse ao filho que, dentro da casa dele, ele não iria agredir a mulher e nem o filho dela. Nesse momento, o Weberson se virou para o pai, segurou ele pelo pescoço e começou a desferir vários socos na cabeça e no rosto do Wilson. Após apanhar muito e [ficar] bastante machucado, ele [Wilson] conseguiu se desvencilhar dele [de Weberson] – relatou Sandi Mori.

Weberson tinha um porte físico bem maior que o do pai e, prevendo que as agressões poderiam continuar, Wilson pegou uma faca na cozinha e entrou no carro, para evitar mais brigas. O filho, porém, foi atrás do pai para continuar a briga. Então, Wilson saiu do carro e desferiu uma facada na coxa, outra na lateral direita do tronco, e a última no peito, sendo a terceira facada fatal.

– Tirei a vida do meu próprio filho e eu quero pedir perdão primeiramente a Deus, a toda a minha família e todos os meus amigos. Isso nunca foi meu objetivo, tirar a vida do meu próprio sangue – contou Wilson no vídeo que gravou após o ocorrido.

O delegado informou que, por ter agido em legítima defesa, Wilson não será indiciado por homicídio.

– Temos que ser justos e coerentes e aplicar a lei em um caso concreto. Nenhum pai cria o filho para tirar a vida dele depois. A maior pena que ele já está pagando é conviver com o fato de ter tirado a vida do próprio filho. Então, ele agiu amparado pela legítima defesa e não vai responder ao homicídio nesse caso – explicou.

Devido à briga, Sandi Mori contou ainda que Wilson está bastante debilitado e que a diferença no porte físico do pai e do filho corrobora com a versão de que Wilson não tinha intenção de matar o filho.

– O porte físico do Weberson é muito maior que o do Wilson. Bem maior mesmo. Tanto que ele não teve qualquer chance de se defender. O único meio necessário que ele teve naquele momento pra se defender foi a faca. Tanto que, no depoimento, ele diz que nem sabe onde acertou os golpes. Se ele soubesse que tinha acertado, já teria cessado imediatamente as agressões. Se ele quisesse matar, poderia ter continuado com as agressões – disse o delegado.

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