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Após 8 anos, tragédia da Boate Kiss será julgada nesta quarta

Acusados serão submetidos a júri popular

Pierre Borges - 29/11/2021 13h00 | atualizado em 29/11/2021 13h42

Fachada da Boate Kiss
Fachada da Boate Kiss antes da tragédia Foto: Reprodução/Google Street View

Oito anos após a tragédia que deixou 242 mortos e 680 feridos na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, o caso da boate Kiss finalmente será julgado. Com data marcada para a próxima quarta-feira (1º), quatro homens irão a júri popular pelo Tribunal do Júri de Porto Alegre.

Os acusados são os sócios da boate Mauro Hoffmann e Elissandro Spohr; o vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus; e o produtor da banda, Luciano Bonilha. O caso está sob a jurisdição do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) e será julgado na capital do estado após a defesa de um dos acusados alegar que o júri de Santa Maria seria parcial.

A expectativa do TJRS é de que este seja o júri mais longo da história do Poder Judiciário gaúcho, podendo chegar a até 15 dias.

RELEMBRE O CASO
No dia 27 de janeiro de 2013, por volta das 2h30, um integrante da banda Gurizada Fandangueira, que fazia uma apresentação ao vivo, acendeu um sinalizador de uso externo dentro da casa noturna, e faíscas do artefato acabaram incendiando a espuma que fazia o isolamento acústico do local.

A queima da espuma liberou gases tóxicos, como o cianeto, que é letal. Foi justamente essa fumaça tóxica que matou, por sufocamento, a maior parte das 242 vítimas. Além disso, a discoteca não contava com saídas de emergência adequadas, os extintores eram insuficientes e estavam vencidos. Sem contar que parte das vítimas foi impedida por seguranças de sair da boate durante a confusão, por ordem de um dos donos, que temia que não pagassem as contas.

O incêndio na Kiss iniciou um debate no Brasil sobre a segurança e o uso de efeitos pirotécnicos em ambientes fechados com grande quantidade de pessoas. Ainda em 2013, meses após o acidente, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou uma lei complementar estadual, batizada de Lei Kiss, que aumentou o rigor de normas de segurança, prevenção e proteção contra incêndios em edificações e áreas de risco. Em 2017, uma lei federal, também batizada de Lei Kiss, foi aprovada pelo Congresso Nacional com o mesmo objetivo.

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