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Caso Henry Borel: Advogado diz acreditar em Jairinho e Monique

André França Barreto alega 'sensacionalismo midiático'

Pleno.News - 11/04/2021 15h43 | atualizado em 11/04/2021 15h52

Advogado diz acreditar em Jairinho e Monique e alega ‘sensacionalismo midiático’ Foto: Reprodução

O advogado do vereador Dr. Jairinho (Solidariedade) e de sua mulher, Monique Medeiros, afirmou que acredita nas palavras dos investigados quando dizem que são inocentes na morte do menino Henry, de 4 anos.

– Essa é uma premissa do meu trabalho com qualquer cliente. Na medida em que entro numa defesa, o pressuposto é que estou transmitindo a verdade para as autoridades – afirmou André França Barreto ao Estadão.

Com a declaração, ele deu a entender que deixaria o caso se visse mentira nos argumentos do casal.

Barreto também argumentou que as prisões seriam ilegais por falta de provas objetivas.

– A juíza determinou a prisão sem apontar efetivamente quais seriam os embaraços às investigações. Tem que ter testemunha dizendo que foi efetivamente ameaçada, que houve algo concreto – alegou.

Apesar de nenhuma testemunha ter afirmado que foi ameaçada, a polícia cruzou informações, como conversas via mensagem, com os depoimentos do casal para mostrar que Henry, filho de Monique e enteado de Jairinho, vinha sendo agredido em casa pelo vereador.

Questionado sobre a troca de mensagens entre Monique e a babá de Henry, Thayná Ferreira, o defensor diz que desconhece a autenticidade delas.

– Só tenho notícia dessa troca de mensagens pela mídia – afirmou.

Ao Tribunal de Justiça do Rio, Barreto disse que o “sensacionalismo midiático” influenciou a decisão da juíza de Elizabeth Louro, da 4a vara criminal, de determinar a prisão temporária do casal. Os advogados falam ainda em “comoção social”, diante da morte do menino Henry Borel, de 4 anos, no habeas corpus apresentado na última sexta-feira (9), em que pede a liberação de ambos.

Henry morreu no Hospital Barra D’Or, na zona oeste do Rio, no dia 8 de março, após ser levado pela mãe e pelo padrasto. À polícia, eles afirmaram ter encontrado a criança desmaiada no quarto, o que poderia ter sido provocado por uma queda da cama. A perícia do Instituto Médico Legal (IML) constatou, no entanto, múltiplos sinais de trauma no corpo do menino. A polícia suspeita que Henry tenha sido submetido a sessões de tortura por Jairinho.

Na última quinta-feira (8), o vereador Jairinho foi levado ao Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona norte do Rio, e a mãe de Henry, para o Instituto Penal Ismael Sirieiro, em Niterói, na região metropolitana do estado. A decisão de prendê-los foi tomada frente à possibilidade de estarem intimidando testemunhas e combinando versões.

*Estadão

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