Adrilles Jorge é agredido durante manifestação de alunos da USP
Rubinho Nunes também esteve no local e levou um soco
Kleber Pizão - 11/05/2026 20h15 | atualizado em 12/05/2026 11h02

Os vereadores Adrilles Jorge e Rubinho Nunes (União Brasil) foram agredidos durante uma manifestação de estudantes da USP, Unesp e Unicamp, nesta segunda-feira (11). A Polícia Militar utilizou bombas de gás para dispersar o grupo que ocupava a Praça da República.
Os grevistas reivindicam melhorias na infraestrutura e nas políticas de permanência estudantil das universidades. Eles exigem a reforma de moradias, aumento de bolsas e a retomada das negociações com os reitores. A ação ocorreu em frente à Secretaria de Educação.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Adrilles argumenta que os estudantes não deveriam realizar greves, considerando que a universidade pública é financiada com recursos do contribuinte.
Em seguida, o parlamentar foi agredido com um chute pelos manifestantes. O influenciador Fuinha, que acompanhava Adrilles, também foi agredido na confusão.
Em outra publicação, Rubinho Nunes discute com estudantes e leva um soco no rosto. O parlamentar afirmou que foi levado ao hospital, onde foi constatada uma fratura no nariz.
— Fui até o local para dialogar com os “estudantes”, mas fui recebido com extrema hostilidade. Em instantes passaram a agredir com chutes, socos e canos. Nos cercaram, tentamos furar a barreira. Arremessaram cones e objetos. (…) Fui ao hospital São Luís Morumbi, onde foi constatada uma fratura no nariz. — disse Rubinho ao portal Metrópoles.

Na madrugada de domingo (10), a PM retirou estudantes que ocupavam o prédio da Reitoria da USP. Alunos relataram o uso de cassetetes e bombas na ação, que resultou em quatro pessoas detidas.
A Reitoria da universidade afirmou que a desocupação ocorreu sem aviso e lamentou a violência ocorrida. A instituição defendeu o diálogo e a convivência democrática.
A Polícia Militar informou que a operação na USP visou proteger o patrimônio público contra danos. Segundo a corporação, foram apreendidos entorpecentes e armas brancas dentro do prédio da universidade.
O Diretório Central dos Estudantes (DCE) classificou a operação policial como abusiva e sem ordem judicial. O órgão afirmou que a ação deixou feridos e ocorreu fora do horário permitido por lei.
A greve aponta problemas graves no Conjunto Residencial da USP (Crusp), como infiltrações, mofo e falta de manutenção elétrica. Na Unicamp e Unesp, as pautas também incluem a ampliação de serviços básicos no período noturno.
Assista ao momento em que Adrilles Jorge é agredido:
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