Adolescente que matou família informou namorada de mortes
De acordo com a polícia, a jovem participou ativamente incentivando o adolescente a cometer os crimes
Pleno.News - 01/07/2025 20h08 | atualizado em 02/07/2025 12h56
O adolescente de 14 anos que matou os pais e o irmão de 3 anos enquanto eles dormiam informou sobre o assassinato da família em tempo real para a namorada de 15 anos. O caso ocorreu no último dia 21, no estado do Rio de Janeiro.
– A menor participou ativamente incentivando o adolescente a cometer os crimes. Após matar o pai, ele enviou um áudio para ela: “Matei meu pai”, e ela respondeu: “atira nela agora”, se referindo à mãe dele – contou o delegado Matheus Soares.
A garota mora em Água Boa, Mato Grosso. O menino confessou o crime dizendo que matou a família, pois queria ver a namorada, com quem se relacionava virtualmente há seis anos, e os pais não autorizaram.
– Após o crime, os dois continuaram trocando juras de amor e fazendo brincadeiras por mensagens. E a adolescente disse estar orgulhosa de que o namorado tenha feito isso “só para ficar com ela”, chegando a falar “nunca pensei que alguém faria isso por mim”. Eles também discutiram várias formas de se desfazer dos corpos – relata o delegado.
A adolescente foi apreendida na noite desta segunda-feira (30), e está na Delegacia de Água Boa, à disposição da Justiça.
De acordo com a advogada criminalista Pamela Villar, caso a investigação conclua que a garota teve participação determinante na morte das vítimas, ela pode responder por atos infracionais análogos a homicídio.
COMO FOI O ASSASSINATO
O adolescente esperou os pais e o irmão dormirem, pegou a arma que havia em casa – que era registrada em nome do pai, autorizado a mantê-la como Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) – e matou os três.
Depois, espalhou um produto químico pelo chão e arrastou os corpos do quarto do casal para a cisterna da casa, onde depositou os cadáveres.
Nos dias seguintes, parentes perguntaram ao adolescente pelos pais e pelo irmão, e ele contou que o irmão havia engolido um caco de vidro e tinha sido levado ao hospital pelos pais.
Nenhuma unidade de saúde da região, porém, tinha registro de atendimento. Então, uma avó e um tio do adolescente comunicaram o desaparecimento à polícia.
Ao chegar na casa da família para realizar uma perícia, a polícia encontrou manchas de sangue no colchão do casal, roupas ensanguentadas e, em uma bolsa, os celulares dos pais do adolescente.
Ao sentirem um cheiro forte, os policiais verificaram a cisterna e encontraram os corpos.
*AE
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