Acusada de agredir empregada doméstica grávida é presa no PI
Crime teria ocorrido em São Luiz do Maranhão
Kleber Pizão - 07/05/2026 15h53 | atualizado em 07/05/2026 17h04

A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos foi presa nesta quinta-feira (7), em Teresina (Piauí), suspeita de torturar uma doméstica grávida. Ela estava hospedada na casa de um familiar e foi localizada pela Polícia Civil em um posto de gasolina no bairro São Cristóvão.
A Justiça do Maranhão, onde o crime teria ocorrido, decretou a prisão preventiva da empresária após ela não ter sido encontrada em sua residência nesta quarta (6). A defesa alega que Carolina viajou ao Piauí para deixar o filho com parentes e afirma que ela não pretende fugir.
O policial militar Michael Bruno Lopes Santos, também suspeito de participar das agressões contra a jovem de 19 anos, se entregou à polícia. A vítima, grávida de cinco meses, relatou ter sofrido socos, murros e puxões de cabelo por horas durante o ataque em Paço do Lumiar.
Segundo o depoimento, as agressões começaram após a patroa acusar a funcionária de roubar um anel, encontrado depois em um cesto. Mesmo após a joia ser localizada, a jovem afirmou que continuou sendo agredida e foi ameaçada de morte para não denunciar o caso.
Áudios obtidos pela TV Mirante mostram a empresária dizendo que a vítima “não era para ter saído viva” da residência. Durante os ataques, a funcionária relatou que precisou se encolher no chão para tentar proteger a barriga e o bebê.
— Começou com puxões de cabelo. Eu fui derrubada no chão e passei boa parte do tempo ali. Foram tapas, socos e murros… foi sem parar. Eles não se importavam — disse a vítima.
A Polícia Civil do Maranhão passou a investigar o crime de tortura após a vítima procurar a delegacia com hematomas pelo corpo. Uma funcionária substituta foi encontrada na casa da empresária no momento em que os agentes tentavam cumprir a primeira intimação.
Em nota, Carolina Sthela informou que colabora com as investigações e que apresentará sua versão dos fatos no momento oportuno. Ela declarou ainda que repudia qualquer forma de violência e pediu que não ocorra um julgamento antecipado sobre o caso.
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