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Casos absurdos: De soco em médico a drogas em caixões

Veja dez situações revoltantes que ocorreram durante os últimos meses

Camille Dornelles - 23/06/2020 12h49 | atualizado em 23/06/2020 13h08

Carro funerário levava maconha dentro de caixões Foto: Reprodução

A nova rotina forçada pela pandemia às cidades, com a população geral dentro de casa, os comércios fechados e as ruas vazias, já pode ser considerada uma realidade “absurda” por si só. É difícil encontrar alguém que tivesse previsto que isso um dia aconteceria na história recente.

Mais absurdos ainda são casos de agressão a profissionais de saúde, inadequação de aparelhos hospitalares e preços exorbitantes de máscaras e um momento como esse. Aqui no Brasil, em quase quatro meses desde a confirmação da Covid-19, muitos casos indignantes aconteceram.

O Pleno.News reuniu as dez cenas mais absurdas dos últimos meses durante a pandemia do novo coronavírus.

Máscara de papelão da prefeitura do Rio de Janeiro Foto: Divulgação/Prefeitura do Rio de Janeiro

DISTRIBUIÇÃO DE MÁSCARAS DE PAPELÃO
Na primeira semana de maio, a Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou a distribuição gratuita de máscaras para a população. No entanto, elas eram feitas de papelão. Apesar de o secretário de Ordem Pública, Gutemberg Fonseca, defender a eficácia do material, ele foi duramente criticado. Além de provocar sensação de sufocamento em quem o utiliza, o papelão molha com facilidade e pode conservar os vestígios do vírus por até 24 horas.

MÉDICA AGREDIDA POR RECLAMAR DE BARULHO DA FESTA
No Rio de Janeiro, a médica anestesista Ticyana Azambuja, de 35 anos, foi agredida por cinco homens após reclamar do barulho de uma festa perto de sua casa, no bairro do Grajaú, Zona Norte da cidade. Ela teve que parar de trabalhar. Antes de ser agredida, Ticyana estava atuando na linha de frente contra a Covid-19 no hospital de campanha da Lagoa e também no Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe).

No Rio, médica foi agredida por reclamar de festa clandestina Foto: Arquivo Pessoal

ASSALTO DE CADEIRANTE COM ARMA NOS PÉS
No fim de maio, um rapaz cadeirante e mudo tentou roubar uma joalheira, na cidade de Canela, no Rio Grande do Sul. Mesmo com as limitações, o jovem de 19 anos ainda conseguiu entregar um bilhete anunciando o assalto e apontar uma arma para o comerciante, tudo com os pés. O assaltante não tem o movimento dos braços por causa de uma paralisia cerebral.

Cadeirante surdo-mudo tentou assaltar joalheria no Rio Grande do Sul Foto: Reprodução

COMPRA DE RESPIRADORES INEFICAZES
A Prefeitura de Niterói comprou 80 respiradores para tratamento de pacientes com a Covid-19, mas eles se mostraram ineficazes para as Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Segundo a própria empresa, o item deve ser usado em enfermarias comuns, fora do hospital e em transporte para hospitais. Apesar disso, a prefeitura afirmou que eles iriam atender pacientes graves.

PACIENTE AGRIDE MÉDICO POR DIAGNÓSTICO DE COVID-19
Em Curitiba, Paraná, um paciente agrediu um médico após receber um diagnóstico de coronavírus. O caso aconteceu em abril, em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). O médico Igor Kazuo Onaka levou um soco no rosto após informar que o paciente seria transferido para um hospital especializado no tratamento da doença Covid-19.

Médico foi agredido após dizer que paciente tinha Covid-19 Foto: Divulgação/ SIMEPAR

CAIXÕES DE VÍTIMAS DE COVID-19 SÃO USADOS PARA LEVAR DROGAS
Um homem foi preso em uma abordagem policial na BR-060, em Goiás, enquanto transportava dois caixões. Ele afirmou aos policiais que se tratavam de vítimas que morreram por causa do novo coronavírus, mas se mostrou nervoso e então os policiais encontraram 300 quilos de maconha escondidos.

Carro funerário levava maconha dentro de caixões Foto: Reprodução

HOMEM COMPRA DROGAS COM AUXÍLIO EMERGENCIAL
Em abril, um homem de 24 anos foi preso pela Polícia Militar por comprar drogas. O caso aconteceu no fim de abril. Após ser pego com dois tabletes de maconha, o homem disse que comprou entorpecentes após sair de uma festa. Ele, que estava em uma moto com um adolescente, disse ainda que usou dinheiro recebido por meio do auxílio emergencial para comprar a droga.

ASSALTO EM BILHETE PARA MANTER O DISTANCIAMENTO SOCIAL
Um ladrão precavido decidiu anunciar o assalto a um supermercado seguindo as regras de isolamento social: ao invés de falar, ele entregou um bilhete informando o crime. O caso aconteceu em Urupês, em São Paulo.

– Isso é um assalto. Não reaja, não estou sozinho e tem gente te olhando – dizia o bilhete.

Bilhete usado para anunciar o assalto Foto: Reprodução

JOVEM FAZ FESTA COM DINHEIRO DO AUXÍLIO EMERGENCIAL
Uma jovem de 20 anos foi presa após usar o dinheiro do auxílio emergencial para fazer uma festa, no dia 28 de abril, na cidade de Camocim, no Ceará.

GRUPO DÁ FESTA EM BAR E TODOS SÃO CONTAMINADOS
Neste mês de junho, um grupo de 16 pessoas decidiu sair para um bar e comemorar o aniversário de uma das integrantes. O caso aconteceu nos Estados Unidos. A responsável por marcar a festa diz que todo o grupo respeitou as regras da quarentena por três meses, mas admitiu que descumpriu as recomendações na primeira oportunidade. O resultado foi a infecção de todos os convidados com o novo coronavírus.

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