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“A mídia sempre presume que o tiro saiu da arma de um policial”

Procurador Marcelo Rocha Monteiro participou da série Rio, Paraíso em Guerra

Monique Mello - 06/12/2024 14h48 | atualizado em 06/12/2024 15h53

Procurador Marcelo Rocha Monteiro Foto: Pleno.News

Na avaliação de Marcelo Rocha Monteiro, procurador de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, quando uma bala perdida atinge um civil, a mídia sempre presume que o tiro tenha saído da arma de um policial. As declarações foram dadas em entrevista exclusiva ao Pleno.News, na série Rio, Paraíso em Guerra.

– Veja que quando uma bala perdida atinge uma comunidade, atinge um morador, a mídia sempre presume que o tiro tenha saído da arma de um policial. Nunca se cogita a possibilidade de que tenha sido um traficante. É sempre um policial – disse.

Monteiro apontou também que a mesma postura é adotada por moradores de comunidades, mas por uma questão de “sobrevivência”.

– Se você perguntar a um morador da comunidade se o tiro que atingiu a filha dele, a irmã, o primo, um sobrinho, partiu da arma de um policial ou traficante, só há duas respostas possíveis de se ouvir: ou ele vai dizer que saiu da arma de um policial ou vai dizer que não sabe.

– Não existe a possibilidade de ele dizer que o tiro saiu da arma do traficante, porque senão quem morre é ele – disparou.

A análise do procurador ocorreu no contexto da abordagem sobre a operação policial no Complexo de Israel em 23 de outubro, que resultou em cidadãos comuns mortos na Avenida Brasil. Ele observou que os criminosos não atiraram contra a polícia, mas atiraram contra uma avenida movimentada, ou seja contra a população civil.

– Isso é terrorismo. A intenção é implantar o terror na população. Eles atiraram em civis desarmados, justamente para aterrorizar, para mostrar “quem manda ali” – disse.

E ainda comparou com a estratégia do grupo terrorista Hamas:

– O Hamas usa a população da Faixa de Gaza como escudo humano. É interessante, pra eles, que os civis sejam atingidos pelas forças de Israel para que possam construir uma narrativa de “eles estão atirando em inocentes”.

*Você pode ouvir a entrevista em podcast no Pleno.News, no Spotify, na Deezer, no Google Podcasts e no Apple Podcasts.

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