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China ganha dinheiro com nossas vidas, acusa Weintraub

Ministro disse que país está lucrando com a crise

Gabriela Doria - 06/04/2020 18h36

Abraham Weintraub criticou China novamente por causa da pandemia Foto: Agência Senado/Geraldo Magela

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, voltou a criticar postura da China diante da pandemia do novo coronavírus. Em entrevista a José Luiz Datena, na Rádio Bandeirantes, nesta segunda-feira (6), o ministro acusou a China de “ganhar dinheiro em cima da vida de brasileiros”.

Para o ministro, a China está usando a crise para “leiloar” respiradores, visto que é o único país do mundo a fabricá-los.

– O governo da república chinesa, aonde começou o coronavírus, poderia ter alertado o mundo inteiro que ia faltar respirador. Que nós teríamos 3 meses para fazer respirador. Isso não foi feito. Agora, que estamos desesperados correndo atrás de respirador, o que é que acontece? Aparece 60 mil respiradores na China e eles estão leiloando. Aparece um monte de equipamento de proteção, de máscara, e eles estão leiloando. Então assim, teve tempo deles se prepararem para vender para o mundo, pelo preço mais alto, respirador e máscara – apontou.

O ministro também comentou sobre uma publicação crítica à China que ele fez esta semana e que ele mesmo decidiu apagar. Nela, ele também acusou a China de ganhar “geopoliticamente” com a crise. A publicação gerou reação da embaixada chinesa, que exigiu que o ministro se desculpasse. Weintraub não atendeu ao pedido, mas impôs uma condição para fazê-lo.

– Dado que a Embaixada chinesa ficou tão ofendida, e eu sei como é a negociação dos chineses, esse processo cultural, ‘estou extremamente ofendido, venha pedir desculpas de joelhos aqui’, (…) eu vou fazer o seguinte, meu acordo: Eu vou lá, eu peço desculpas, peço ‘por favor, me perdoem pela minha imbecilidade’. A única coisa que eu peço é que dos 60 mil respiradores que estão disponíveis, eles vendam mil para o MEC, para salvar a vida de brasileiros, pelo preço de custo. Manda a embaixada colocar aqui nos meus hospitais, e eu vou lá à Embaixada e falo ‘eu sou um idiota, me desculpem’ – afirmou.

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