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Chapecoense pagará R$ 450 mil à família de vítima de acidente

Jornalista gaúcho tinha 28 anos

Kleber Pizão - 20/05/2026 22h09 | atualizado em 21/05/2026 15h10

Acidente da Chapecoense Foto: EFE/Lucho Navarro/EFE TV Colombia

A Associação Chapecoense de Futebol foi condenada a pagar R$ 450 mil à família do jornalista Giovani Klein Victoria. Ele foi uma das 71 vítimas do acidente aéreo em Medellín, na Colômbia. A tragédia com o avião que levava a equipe para a final inédita da Copa Sul-Americana completará 10 anos em novembro.

Na sentença judicial, o magistrado reconheceu a responsabilidade civil objetiva e solidária do clube como responsável pela contratação do transporte junto à empresa LaMia. O juiz apontou culpa grave por negligência na escolha da companhia aérea, motivada pela opção do serviço mais barato.

A decisão determina o pagamento de R$ 150 mil por danos morais para cada um dos três autores da ação, que são a esposa e os pais da vítima. Em nota oficial, a Chapecoense informou que não vai comentar a decisão, porque o processo ainda se encontra em trâmite.

Os pedidos de indenização por danos materiais e de pensão mensal para a companheira do repórter foram julgados improcedentes. A Justiça rejeitou os pleitos sob a justificativa de que faltaram comprovações de desembolso financeiro e de dependência econômica.

A Chapecoense tentou afastar a responsabilidade solidária argumentando que o jornalista, como profissional de imprensa, viajava de forma gratuita. O clube defendeu que a falta de um contrato com a vítima e a natureza do transporte invalidariam a obrigação civil. Giovani Klein tinha 28 anos, era natural de Pelotas (RS) e atuava na cobertura esportiva pela RBS TV Chapecó desde 2014.

O ACIDENTE
A aeronave que levava a delegação do time catarinense caiu pouco antes de chegar ao destino, em Medellín, na Colômbia, na madrugada do dia 29 de novembro de 2016. O motivo do acidente foi a falta de combustível, conforme a investigação concluída pela Aeronáutica Civil da Colômbia.

O voo 2933 era pilotado pelo boliviano Miguel Quiroga, um dos sócios-proprietários da companhia aérea, apontado como um dos principais responsáveis pelo fim trágico da viagem que deixou 71 mortos, dos 77 que estavam a bordo.

Entre os sobreviventes está o atleta Alan Ruschel, o único que conseguiu voltar a jogar profissionalmente. O lateral-direito passou por cinco clubes, além da Chapecoense, e hoje defende as cores do Juventude, equipe que disputa a Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro.

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