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Caso Master: PF mira diretores de fundo de previdência do RJ

Investigações apontam que o fundo aplicou quase R$ 1 bilhão em produtos financeiros do Master

Paulo Moura - 23/01/2026 07h52 | atualizado em 23/01/2026 13h38

RioPrevidência é alvo de operação sobre o Master Foto: Reprodução/Google Maps

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira (23) a Operação Barco de Papel, que investiga aplicações feitas pelo Rioprevidência – o fundo responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de cerca de 235 mil servidores inativos do estado do Rio de Janeiro – no Banco Master.

Agentes saíram para cumprir quatro mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, autorizados pela 6ª Vara Federal Criminal, sendo que entre os alvos estão diretores do Rioprevidência. As investigações apontam que o fundo aplicou quase R$ 1 bilhão em produtos financeiros emitidos pelo banco privado entre novembro de 2023 e julho de 2024.

Ao todo, segundo a PF, estão sob análise nove operações financeiras que resultaram na aplicação de aproximadamente R$ 970 milhões em Letras Financeiras do Master. Para os investigadores, essas operações expuseram o patrimônio previdenciário a riscos elevados, incompatíveis com a finalidade do fundo.

Em novembro do ano passado, foi revelado que o Rioprevidência havia investido R$ 2,6 bilhões em fundos ligados ao grupo do Banco Master ao longo de 2024 e 2025, atraído por taxas consideradas mais vantajosas que as do mercado. No entanto, em maio, o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) alertou para “graves irregularidades” nessas aplicações.

Segundo o TCE, o valor efetivamente aplicado em Letras Financeiras do Master foi de cerca de R$ 960 milhões, com vencimentos previstos apenas para 2033 e 2034. À época, o Rioprevidência afirmou que negociava a substituição desses ativos por precatórios federais. O Tribunal de Contas apontou que o fundo utilizava recursos arrecadados de descontos em folha para investir no mercado financeiro.

Em um dos casos apurados, houve o aporte de mais de R$ 1 bilhão no Arena Fundo de Investimento, administrado por uma corretora ligada ao Banco Master. O fundo começou a operar em dezembro de 2024 e teve o Rioprevidência como único cotista. A rentabilidade média registrada foi de 4,05%, abaixo da poupança e bem inferior ao CDI, o que, segundo os técnicos, indica falta de vantagem financeira.

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