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Brasil é eleito para Conselho de Segurança da ONU

Essa será a 11ª vez que país ocupará um assento no principal órgão de decisão das Nações Unidas

Pleno.News - 11/06/2021 13h52 | atualizado em 11/06/2021 14h09

Presidente Jair Bolsonaro e António Guterres, Secretário-Geral da ONU Foto: Alan Santos/PR

Nesta sexta-feira (11), o Brasil foi eleito como um membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU para o biênio 2022-2023.

O país e o Japão são as nações que mais vezes foram eleitas por este órgão. Essa será a 11ª vez que o Brasil ocupará um assento junto ao principal órgão de decisão das Nações Unidas, onde há anos, o país exige um lugar permanente ao lado de outras nações.

A candidatura brasileira foi aceita sem oposição entre os países da América Latina e do Caribe e obteve 181 votos a favor na Assembleia Geral da ONU, onde estão representados os 193 estados-membros da entidade.

O Brasil entrará para o Conselho no próximo dia 1º de janeiro, para substituir São Vicente e Granadinas, que este ano completam seu mandato de dois anos.

O México, que entrou no último mês de janeiro, continuará sendo o outro representante latino-americano ao longo de 2022.

Além do Brasil, outros quatro países foram eleitos nesta sexta-feira como membros não permanentes do Conselho para os próximos dois anos: Albânia, Gabão, Gana e Emirados Árabes Unidos.

Todos eles contaram com o apoio de seus grupos regionais, sem candidaturas alternativas, de modo que as eleições não foram contestadas em nenhum dos casos, o que tem se tornado cada vez mais comum nos últimos anos.

Gana, com 185 votos a favor, foi o candidato com mais apoio, seguido por Gabão (183), Brasil (181), Emirados Árabes Unidos (179) e Albânia (175).

O Conselho de Segurança tem 15 membros. Cinco deles são permanentes e têm direito a veto (Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido). Dez não são permanentes; alternam-se em turnos de dois anos.

Além dos cinco eleitos hoje, Índia, Irlanda, Quênia, México e Noruega continuarão como membros não permanentes no próximo ano.

*EFE

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