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Bolsonaro me pergunta sobre o mundo religioso, diz Malafaia

O pastor assembleiano foi chamado de "meu conselheiro" pelo presidente da República

Leiliane Lopes - 26/09/2022 16h17

Pastor Silas Malafaia e o presidente Jair Bolsonaro em viagem para a Inglaterra Foto: Reprodução Instagram

O pastor Silas Malafaia foi chamado de “meu conselheiro” pelo presidente Jair Bolsonaro, candidato à reeleição pelo Partido Liberal (PL). Questionado, durante uma entrevista, sobre qual é o tipo de conselho, o presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) explicou que não auxilia em questões de governo.

– Questões do mundo evangélico, do mundo religioso, ele me pergunta. Não me pergunta coisas de governo, porque eu não tenho essa autoridade em assuntos governamentais, mas tudo que houver no mundo religioso, ele me consulta e me pergunta – esclareceu o pastor.

Malafaia e Bolsonaro são amigos de longa data; aliás, foi o líder evangélico quem celebrou o casamento entre Jair e Michelle, isso em 2013.

O nível de amizade entre eles é tanto, que o pastor tem liberdade para dizer quando não gosta de algo que o presidente falou ou fez.

– Como ele mesmo disse lá na igreja, quando o negócio está pegando fogo, ele nem escuta meus áudios, porque eu não trato o presidente como alguns “bolsominions”. Eu questiono, eu dou na canela, eu digo que está errado. Então, quando o negócio está fervendo, que ele sabe que eu estou questionando, ele não quer nem ouvir. Porque eu falo as verdades – revelou Malafaia em entrevista ao Poder360.

O líder da ADVEC foi bastante criticado nos últimos dias por estar ao lado do presidente durante viagens internacionais. Malafaia esteve no velório e enterro da rainha Elizabeth II, na Inglaterra, e em Nova Iorque (Estados Unidos), onde o presidente participou de uma reunião da Organização das Nações Unidas (ONU).

Sobre a forma como a imprensa tratou sobre sua presença na viagem, Malafaia diz que se trata de um preconceito religioso, pois o padre Paulo Antônio de Araújo esteve junto na viagem e não foi criticado.

– Tinha um padre junto, ninguém citou o padre. A GloboNews ficou uma tarde inteira questionando por que eu fui. Aí eu botei no Twitter: “Vocês são preconceituosos”. Tinha um padre na comitiva, não tinha só um pastor (…). A rainha era cristã; então, eu acredito que ele levou, porque um presidente… nunca ninguém questionou quem Dilma e Lula levaram na comitiva deles. Nunca. É prerrogativa de um presidente levar quem ele quer na sua comitiva – disse o pastor.

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