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Bolsonaro cobra banco sobre contrato de R$ 600 milhões

Presidente exigiu explicações do presidente do PL, que pediu a demissão dos dirigentes do BNB

Gabriela Doria - 28/09/2021 15h05 | atualizado em 29/09/2021 11h02

Jair Bolsonaro cobrou explicações sobre contrato do Banco do Nordeste com ONG Foto: PR/Marcos Corrêa

O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, anunciou em um vídeo, nesta segunda-feira (27), que pediu a demissão do presidente do Banco do Nordeste (BNB), Romildo Rolim, e de toda a diretoria da instituição. A ação foi tomada após o presidente Jair Bolsonaro confrontar Costa Neto sobre um contrato de R$ 600 milhões por ano que o BNB mantinha com uma ONG.

O PL foi o responsável por indicar, em 2017, Rolim e a mesa diretora do BNB.

– Fui surpreendido na sexta-feira (24) à noite com WhatsApp do presidente da República me questionando se eu tinha conhecimento no Banco do Nordeste, que tinha um contrato lá de aproximadamente R$ 600 milhões com uma ONG – diz Costa Neto no vídeo.

Ele segue.

– Achei uma barbaridade um banco contratar uma ONG por R$ 600 milhões por ano, aproximadamente. E isso há muitos anos. Quando eles entraram no banco, já tinham esse contrato, e nós não tínhamos conhecimento. Nós não podemos ter uma ONG contratada num banco da importância do Banco do Nordeste. O Partido Liberal não pode manter diretores em um banco que encontram uma situação dessas e não tomam providências – afirmou.

A ONG em questão é o Instituto Nordeste Cidadania (Inec). A entidade é responsável por operacionalizar o repasse de verbas do programa de microcrédito Crediamigo e Agroamigo, voltados, respectivamente, para empreendedores urbanos e rurais.

– Sua contratação está em conformidade com a legislação vigente. O Inec presta o serviço de operacionalizar os programas de microcrédito do Banco do Nordeste. No sentido de avaliar oportunidades e buscar a melhor eficiência de sua atuação, o BNB deu início, em 2019, a estudos técnicos e avaliações, tendo inclusive contratado um banco de investimento para reavaliar sua atuação no segmento de microcrédito, iniciando pelo programa urbano (Crediamigo) – alega o BNB.

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