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Bispo católico critica decisão de Toffoli sobre o Porta

Dom Gilson Andrade disse que não se pode abusar da liberdade de expressão

Paulo Moura - 13/01/2020 10h16

Bispo católico criticou decisão do STF sobre o Porta dos Fundos Foto: Reprodução

O bispo de Nova Iguaçu, cidade da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, Dom Gilson Andrade, publicou no último sábado (11), um artigo com críticas contra a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, de derrubar uma decisão da Justiça do Rio de Janeiro, e liberar a exibição do “especial de Natal” do canal Porta dos Fundos, que traz diversos ataques contra a fé cristã.

Em seu texto, Dom Gilson citou que viu com estranheza a decisão do presidente do STF de usar o argumento da liberdade de expressão como decorrência da dignidade humana para justificar a opção de liberar o conteúdo. Segundo ele, a própria dignidade, citada por Toffoli, também pede respeito ao sentimento religioso.

– O ministro Dias Toffoli alegou que o Supremo Tribunal Federal tem reforçado “a plenitude do exercício da liberdade de expressão como decorrência imanente da dignidade da pessoa humana e como meio de reafirmação/potencialização de outras liberdades constitucionais”. Ora, essa mesma dignidade humana pede que se respeite o sentimento religioso, fruto das convicções religiosas de cada um, independentemente de sua crença – declarou.

Bispo de Nova Iguaçu, Dom Gilson Andrade Foto: Reprodução

O bispo também defendeu a liberdade de expressão, mas declarou que não se pode usá-la como argumento para ferir outros direitos, como o do respeito às crenças.

– A liberdade de expressão é um valor indiscutível, mas não pode-se abusar dela quando se ferem outros direitos que requerem igual proteção. Não se trata, portanto, de menosprezar esse valor, mas de garantir o legítimo respeito aos sentimentos religiosos – defendeu.

Dom Gilson encerrou o texto dizendo que a decisão do STF pode destruir os esforços feitos nas últimas décadas para promover o respeito recíproco entre os diversos segmentos religiosos.

– Quando se autoriza o desrespeito aos sentimentos religiosos estamos colocando em risco o caminho delicado e importante que já foi percorrido – completou.

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