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Barbara Gancia é condenada a indenizar assessor de Bolsonaro

Jornalista chamou Filipe Garcia Martins de "supremacista"

Monique Mello - 03/08/2022 12h59 | atualizado em 03/08/2022 13h17

Barbara Gancia Foto: Reprodução/TV Globo

A jornalista Barbara Gancia foi condenada a indenizar em R$ 10 mil o assessor internacional do presidente Jair Bolsonaro (PL), Filipe Garcia Martins, por chamá-lo de “supremacista” no Twitter. A decisão é do juiz Danilo Fadel de Castro, da 10ª Vara do Foro Central Cível de São Paulo.

Em sua decisão, o magistrado indicou que a jornalista extrapolou os limites da liberdade de pensamento.

– No presente caso, a manifestação da parte requerida extrapolou os limites da livre manifestação do pensamento ao definir o autor como supremacista – escreveu na decisão divulgada nesta segunda-feira (1º).

No ano passado, Gancia escreveu em seu perfil no Twitter, em referência a Filipe:

– Nenhuma sociedade minimamente civilizada permitiria a um supremacista metido a engomadinho, discípulo de astrólogo charlatão fazer parte do círculo íntimo do presidente da República e interferir em políticas de Estado. Em qualquer lugar minimamente respeitável estariam todos presos.

A publicação da jornalista foi motivada por um gesto feito pelo assessor durante uma sessão do Senado Federal, em julho de 2021, que foi associado a supremacistas brancos. Martins estava sentado atrás do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), quando foi filmado fazendo o gesto que foi lido como reprodução das letras “W” e “P”, em referência à expressão “White Power” (Poder Branco, em inglês).

Após a repercussão, ele disse que estava ajeitando a lapela do terno. Na denúncia, o Ministério Público Federal disse que o assessor aproveitou o momento de “ampla divulgação” e “grande visibilidade” para incitar a discriminação de forma velada.

Gesto feito por Filipe Martins foi interpretado como racista Foto: Reprodução/TV Senado

Martins acabou sendo absolvido sumariamente em primeira estância, pelo juiz Marcus Vinicius Reis Bastos, da 12ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Distrito Federal. Após recurso do MPF, o caso segue pendente de julgamento pela 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).

Quanto a Barbara Gancia, além dos R$ 10 mil, também foi determinado pelo juiz que ela apague o post de sua rede social, sob multa diária no valor de R$ 250, caso exceda o prazo de dez dias.

A defesa da jornalista garante que irá recorrer, e que a decisão será reformada pelo tribunal.

– Temos plena certeza de que essa decisão vai ser reformada pelo tribunal. Já houve até um agravo de instrumento que não havia acolhido a retirada do post do Twitter – disse o advogado Leonardo Furtado.

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