Artista plástica cria obra sexual em montanha e é criticada
Com 33 metros de altura, 16 de largura e 6 metros de profundidade, conteúdo imita órgão sexual feminino
Paulo Moura - 04/01/2021 15h19 | atualizado em 04/01/2021 17h40

Uma obra polêmica, esculpida a céu aberto no agreste pernambucano, está causando polêmica nas redes sociais. O motivo é o conteúdo sexual inserido em Diva, criação da artista plástica Juliana Notari. Trata-se de uma vagina desenhada em uma montanha com 33 metros de altura, 16 de largura e 6 metros de profundidade.
O conteúdo, que foi construído no parque artístico botânico Usina de Arte, em Água Preta, no município da Zona da Mata Sul, em Pernambuco, é fruto de um convênio da Usina com o Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães, que fica em Recife. Para a construção, cerca de 20 operários atuaram por mais de 11 meses, mesmo durante a pandemia, para entregar o item no último dia 31.

Segundo Juliana Notari, o órgão sexual gigante foi criado para “dialogar com questões que remetem à problematização de gênero, a partir de uma perspectiva feminina aliada a uma cosmovisão que questiona a relação entre natureza e cultura em nossa sociedade ocidental falocêntrica e antropocêntrica”.
A obra, porém, foi duramente criticada nas redes sociais. Muitos internautas questionaram a necessidade e o objetivo da criação. Alguns também chamaram a atenção para o fato de que ela foi construída apenas por homens negros. Outros criticaram os possíveis danos ambientais causados ao solo pela quantidade de tinta e pelo corte feito no local.
– Atrapalhar a natureza e derramar produtos químicos em nome da arte?- questionou a australiana Melanie Leontine.















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